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04.07.2019 | 17h50
PM é condenado a 75 anos de prisão por chacina em Várzea Grande
Outro integrante do grupo de extermínio também foi sentenciado nesta quarta-feira (3)
Alair Ribeiro/MidiaJur
A Operação Mercenários foi deflagrada em abril de 2016 por policiais da Secretaria de Segurança do Estado
DA REDAÇÃO

Dois integrantes de um grupo de extermínio acusado de matar sob encomenda foram condenados cada um a 75 anos de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e tentativa de homicídio.

O julgamento ocorreu nesta quarta-feira (3) no Tribunal de Júri de Cuiabá.

Helbert de França Silva, que é policial militar, e José Edmilson Pires dos Santos foram considerados culpados por uma chacina no Bairro Cristo Rei, em Várzea Grande.

Conforme a sentença, os homicídios ocorreram no dia 13 de abril de 2016, por volta das 22h20.

As vítimas Márcio Melo de Souza, Wellington Ormond Pereira e Vinicius Silva Miranda foram atingidas por disparos de arma de fogo. Na ocasião, o jovem Alan Chagas da Silva também foi atingindo, mas conseguiu sobreviver.

Segundo o Ministério Público Estadual, os acusados chegaram juntos no local do crime em um veículo e já desceram atirando.

Somente Alan Chagas da Silva conseguiu pular o muro da residência e fugir. Os crimes aconteceram na Rua 11, Casa 14, Quadra 54, no bairro Cohab Cristo Rei.

José Edmilson e Helbert de França Silva estão presos e não poderão recorrer da sentença em liberdade.

No mês passado eles foram submetidos ao júri popular e foram condenados a 30 anos de prisão, cada um, pelo homicídio qualificado praticado contra Luciano Militão da Silva e por tentativa de homicídio contra Célia Regina da Silva. 

"Mercenários"

Consta na sentença que os réus integravam um grupo de extermínio formado por seis policiais, além de civis - que também passarão por julgamentos nos dias 24 de junho e 2 de julho.

À época da operação, 17 pessoas chegaram a ser presas.

“Vale repetir que este grupo tinha um grande poder ofensivo e intimidador, utilizando até mesmo de coação no curso do processo, mediante ameaça às testemunhas”, diz a sentença.

Os "mercenários", conforme apurado durante as investigações, possuíam todo um aparato para cometer crimes, como armamento sofisticado, rádio amador, silenciador de tiros e  diversos carros e motocicletas com placas frias. Estima-se que dezenas de pessoas tenham sido vítimas do grupo.

Leia mais: 

PM é condenado a 30 anos de prisão por mortes sob encomenda


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