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/ EXECUTADOS EM VILA RICA

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07.08.2019 | 11h17
Caseiro é condenado a 48 anos por morte de procuradores em MT
Crime aconteceu na fazenda das vítimas, em 2016; autor do crime foi preso em Tocantins
Mylena Petrucelli/TJMT
José Bonfim Alves Santana matou os procuradores Saint’Clair Martins Souto e Saint’Clair Diniz Martins Souto, pai e filho (no detalhe)
JAD LARANJEIRA
DA REDAÇÃO

O juiz Ivan Lúcio Amarante, da Comarca de Vila Rica, condenou o caseiro José Bonfim Alves Santana a 48 anos de prisão pela morte dos procuradores Saint’Clair Martins Souto e Saint’Clair Diniz Martins Souto, pai e filho.

O crime ocorreu em setembro de 2016, em Vila Rica, na fazenda que pertencia às vitimas. José trabalhava como gerente no local e, na época, confessou ter cometido o duplo homicídio. No entanto, durante o júri popular realizado nesta terça-feira (6), ele optou por permanecer em silêncio sobre os assassinatos.

“Pelo exposto e considerando a vontade soberana do Conselho de Sentença, condeno o réu José Bonfim Alves de Santana nos autos, nas sanções do artigo nos termo do artigo 121 do Código Penal em relação a primeira vítima maior de idade, cominados com artigos 211 e 347, parágrafo único, todo do Código Penal, e ainda no artigo 12 da lei n° 10.826/03, na forma do artigo 69 do Código Penal, à peba privativa de liberdade de 47 anos e 3 meses de reclusão e mais um ano e seis meses de detenção e 60 dias multa, fixadas no seu mínimo legal”, diz trecho da sentença.

Saint-Clair Martins Souto era procurador aposentado no Distrito Federal. Já o filho dele atuava na Procuradoria-Geral do Rio de Janeiro.

Durante o julgamento, todas as testemunhas de defesa foram dispensadas. Antes do Conselho de Sentença pronunciar sua decisão, José Bonfim pediu desculpas aos familiares das vítimas e por não ter se pronunciado durante o julgamento.

Primeiramente, eu queria pedir desculpas para a família das vítimas, pedir desculpas para a população de Vila Rica, que me acolheu muito bem enquanto estive aqui

“Primeiramente, eu queria pedir desculpas para a família das vítimas, pedir desculpas para a população de Vila Rica, que me acolheu muito bem enquanto estive aqui. Queria pedir desculpa para a bancada do júri, e ao povo que veio me assistir, pela expectativa que tiveram de ouvir um depoimento meu mais especifico, mas no momento eu achei melhor não falar nada”, disse o réu.

Relembre o caso

Os procuradores Saint’Clair Martins Souto e Saint’Clair Diniz Martins Souto foram dados como desaparecidos no dia 11 de setembro de 2016.

De acordo com as informações de amigos da família, os dois estavam em uma fazenda na cidade, mas na madrugada de segunda-feira (12) iriam para Brasília.

No entanto, eles não chegaram na cidade e a família não conseguiu mais nenhum contato.

Por telefone, o caseiro da fazenda informou à esposa de Saint Clair Filho, que é juíza federal, que os dois tinham saído cedo rumo à Brasília.

A polícia foi acionada e fez rondas pela cidade ainda na segunda-feira. Nas buscas, encontraram a caminhonete do procurador aposentado.

Pelo rastreador, foi identificado que o veículo estava parado na cidade desde às 5h, sem sinal de arrombamento.

Na época, o gerente também foi dado como desaparecido, por não ter sido encontrado pela Polícia.

Ele foi preso no município de Colinas do Tocantins (TO), pela Polícia Civil daquele Estado, depois de solicitação de apoio da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e a Delegacia da Polícia Civil de Vila Rica.

Em interrogatório, ele revelou que teria enterrado os corpos em uma região próxima à fazenda, que fica 90 quilômetros da zona urbana de Vila Rica.

Segundo a denúncia feita à Justiça, o gerente da fazenda cometeu o crime porque as vítimas teriam descoberto que ele estava desviando gado da fazenda.

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