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08.08.2019 | 17h32
Juíza aceita denúncia e homem vira réu por assassinato da tia
Maria Zélia foi atacada dentro da própria casa, em Sorriso; Lumar Silva responde por feminicídio
Reprodução
Lumar Silva foi preso pela Polícia Civil de Sorriso
JAD LARANJEIRA
DA REDAÇÃO

A juíza Emanuelle Chiaradia Navarro, da Primeira Vara Criminal de Sorriso (a 420 km de Cuiabá) recebeu a denúncia feita pelo Ministério Público Estadual (MPE) contra o paulista Lumar Costa da Silva, de 28 anos, acusado de matar e arrancar o coração da própria tia, Maria Zélia da Silva, de 55 anos.

O crime ocorreu no dia 2 de julho, na casa onde a mulher morava. Após matar Maria Zélia, Lumar colocou o órgão vital dentro de uma sacola plástica e entregou para a filha da vítima.

A denúncia do MPE foi feita no dia 1º de agosto e assinada pela promotora Maisa Fidelis Gonçalves Pyrâmides, da 2ª Promotoria de Justiça Criminal da Comarca de Sorriso.

De acordo com a denúncia, ficou "totalmente demonstrado" o crime de feminicídio, que é o homicídio praticado contra vítima feminina pela condição dela como mulher (misoginia e menosprezo pela condição feminina ou discriminação de gênero) ou em decorrência de violência doméstica.

“A qualificadora do feminicídio está totalmente demonstrada, pois inserida no âmbito da violência doméstica, uma vez que o indigitado ceifou a vida de sua tia que havia lhe oferecido abrigo, alegando ser ela parecida com a sua genitora, demonstrando assim que tal fato ocorreu por razões da condição do sexo feminino”, disse a promotora.

Além disso, o MPE se manifestou contrário à instauração de uma abertura de “incidente de insanidade mental”, apontando que já existem elementos suficientes que comprovam que Lumar não tem problemas mentais.

“Nos autos, não há elementos concretos capazes de indicar que o denunciado possui problemas mentais. Pelo contrário, conforme consta do relatório de investigação, ‘Lumar demonstra ser uma pessoa muito inteligente, autodidata aprendeu o idioma inglês apenas por livros e vídeos de youtube, e segundo o pai chegou até ter proposta para trabalhar fora do país’”, disse.

“Antes de se mudar para Sorriso, o increpado [acusado] 'trabalhava a cerca de dois anos (sic) na empresa BT comunicações, no ramo de tecnologia, exercendo a função de analista de redes'", afirmou.

Relembre o caso

De acordo com a Polícia Militar, o homicídio de Maria Zélia aconteceu no Bairro Vila Bela, em Sorriso.

Lumar havia chegado a Sorriso no dia 28 de junho para ficar na casa da tia com a desculpa de que queria trabalhar.

No entanto, um dia após a sua chegada, o homem se envolveu em uma confusão com os vizinhos da sua tia, tendo inclusive os ameaçado com um facão.

“Depois desse acontecimento, a tia pediu para que ele saísse de sua casa. O irmão da vítima achou uma quitinete e ele foi morar lá. No domingo [30], voltou na casa e dizia que queria beijar uma menina de 7 anos, porque ele gostava daquela menina”, contou o delegado André Ribeiro, que investigou o caso.

Lumar, então, foi mais uma vez expulso e voltou à casa da tia na noite do dia 2 de julho, quando cometeu o homicídio.

Segundo o delegado, antes de chegar em Sorriso, Lumar havia ameaçado matar a própria mãe, em São Paulo, usando um facão, e esse teria sido o real motivo dele ter saído da cidade.

Leia mais sobre o assunto:

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