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/ GRAMPOLÂNDIA PANTANEIRA

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09.08.2019 | 17h59
Amam: áudio sobre prisões em massa não se referia a promotores
Presidente da Amam, Tiago Abreu diz que declaração sobre detenções era relativa a qualquer cidadão
Alair Ribeiro/MidiaJur
O presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam), juiz Tiago Abreu
THAIZA ASSUNÇÃO
DA REDAÇÃO

O presidente da Associação Mato-grossense dos Magistrados (Amam), Tiago Abreu, afirmou que não se referia especificamente a promotores de Justiça quando falou sobre prisão em massa em Mato Grosso por conta do esquema conhecido como “Grampolândia Pantaneira”.

A declaração consta em uma nota divulgada pelo juiz nesta sexta-feira (09).

A informação de que ele teria dito que haveria prisão de promotores do Gaeco do Estado por conta do caso foi publicada nesta quinta-feira (8), pelo jornal Correio Braziliense.

Conforme a reportagem, o presidente da Amam fez a afirmação em mensagem de áudio enviada a um magistrado de Brasília. Ainda na mensagem, segundo a reportagem, Abreu teria dito que uma "organização criminosa" se instalou no órgão do Ministério Público.

O magistrado tem reiterado tal observação todas as vezes em que é questionado sobre o caso, o que se torna, portanto, uma declaração pública, sem quaisquer intenções outras que não a de analisar qual seria a postura comum do Poder Judiciário

“A Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM) vem a público esclarecer que as declarações dadas pelo presidente da entidade, juiz Tiago Abreu, sobre possíveis prisões se referem a qualquer cidadão envolvido no escândalo conhecido como “Grampolândia Pantaneira”. Desde que, óbvio, comprovada a sua participação”, disse Abreu na nota.

“O magistrado tem reiterado tal observação todas as vezes em que é questionado sobre o caso, o que se torna, portanto, uma declaração pública, sem quaisquer intenções outras que não a de analisar qual seria a postura comum do Poder Judiciário”, diz trecho da nota.

Ainda no documento, Abreu reiterou respeito ao trabalho desenvolvido pelo Gaeco no Estado, que, segundo ele, muito já contribuiu no combate ao crime organizado.

O presidente da Amam também defendeu a postura do Poder Judiciário na condução do processo e acredita que, comprovando-se tudo que vem sendo falado até o momento nas audiências pelos envolvidos no caso, este será um dos maiores atentados à democracia dentro do Estado Democrático de Direito desde a sua redemocratização.

“O presidente da entidade ainda faz questão de parabenizar a atuação dos magistrados envolvidos nos processos da “Grampolândia Pantaneira”, que conduzem as ações de maneira célere e respeitando todas as normas processuais”, pontuou.

Entenda 

A chamada grampolândia veio à tona em 2017. Um juiz da Comarca de Cáceres autorizou quebras de sigilo telefônico relativos a uma investigação sobre tráfico e, neste processo, foram inseridos números de pessoas que não guardavam relação com a investigação (entre os quais políticos, jornalistas, advogados, dentre outras).

O caso voltou a ganhar repercussão nas últimas semanas após o Ministério Público Estadual (MPE) negar a delação dos supostos operadores das escutas ilegais, o ex-comandante da Polícia Militar, coronel Zaqueu Barbosa, o ex-chefe da Casa Militar, coronel Evandro Lesco e do cabo Gerson Correa. 

Zaqueu Barbosa, Evandro Lesco e Gerson Correa relataram que os donos dos grampos eram o ex-governador Pedro Taques (PSDB) e o seu primo, ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques.

Eles também revelaram, entre outros pontos, que promotores de Justiça do Gaeco teriam ordenado escutas ilegais em operações do grupo.

Segundo eles, entre as operações está a Xeque-Mate, Salvitena, Ethôs, Poconé, Fazendeiro/Aquiles, Caso Joanísio Rosa de Moraies, Operação Chacal, a Operação Rêmora, a Operação Seven. 

Leia a nota na íntegra: 

A Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM) vem a público esclarecer que as declarações dadas pelo presidente da entidade, juiz Tiago Abreu, sobre possíveis prisões se referem a qualquer cidadão envolvido no escândalo conhecido como “Grampolândia Pantaneira”. Desde que, óbvio, comprovada a sua participação.

O magistrado tem reiterado tal observação todas as vezes em que é questionado sobre o caso, o que se torna, portanto, uma declaração pública, sem quaisquer intenções outras que não a de analisar qual seria a postura comum do Poder Judiciário.

Em entrevista concedida esta semana a uma emissora de rádio da Capital, o juiz Tiago Abreu chegou a comentar o caso, afirmando: “se ficar constatada esta intempérie acredito que teremos muitas prisões e isto irá despertar uma reorganização, uma restruturação de todo o aparato que hoje é montado com a finalidade de desbaratar o crime organizado”.

O magistrado defendeu a postura do Poder Judiciário na condução do processo e acredita que, comprovando-se tudo que vem sendo falado até o momento nas audiências pelos envolvidos no caso em questão, este será um dos maiores atentados à democracia dentro do Estado Democrático de Direito desde a sua redemocratização.

O presidente da entidade ainda faz questão de parabenizar a atuação dos magistrados envolvidos nos processos da “Grampolândia Pantaneira”, que conduzem as ações de maneira célere e respeitando todas as normas processuais.

A AMAM reitera o respeito ao Ministério Público e o trabalho do Gaeco, que muito já contribuiu no combate ao crime organizado, e reconhece o importante trabalho realizado por seus membros ao longo dos anos junto a sociedade mato-grossense.

A entidade reforça que está vigilante na defesa e manutenção do respeito ao Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso.

Leia mais: 

Em áudio, Amam fala em prisão em massa de promotores de MT


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