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09.08.2019 | 17h46
Turin: se for verdadeira, fala do presidente da Amam é “leviana”
Presidente de entidade que reúne magistrados teria enviado áudio a colega no Distrito Federal
Alair Ribeiro/MidiaJur
O promotor de Justiça, Roberto Turin
THAIZA ASSUNÇÃO
DA REDAÇÃO

O presidente da Associação Mato-grossense do Ministério Público (AMMP), promotor de Justiça Roberto Turin, classificou como "leviana" e "inaceitável" a fala atribuída ao presidente da Associação dos Magistrados (Amam), Tiago Abreu, que teria afirmado que em Mato Grosso deverá ocorrer a primeira “prisão em massa de promotores de Justiça”.

Conforme reportagem publicada pelo jornal Correio Braziliense nesta quinta-feira (8), o presidente da Amam fez a afirmação em mensagem de áudio enviada a um magistrado de Brasília.

Reiteramos nossa confiança no Poder Judiciário como instituição e, até prova em contrário, acreditamos também na juridicidade e licitude dos atos de seus membros no exercício da Jurisdição

Segundo a reportagem, Abreu se referia a uma investigação que apontou suspeitas de que promotores do Gaeco realizaram escutas ilegais para investigar autoridades. O episódio se tornou conhecido como Grampolândia Pantaneira. Ainda na mensagem, o presidente da Amam teria dito que uma "organização criminosa" se instalou no órgão do Ministério Público. Abreu ainda não se manifestou oficialmente sobre o episódio.

“Se verdadeiras, as afirmações atribuídas ao Juiz Tiago Abreu, Presidente da AMAM, expõe não só uma leviana e superficial apreciação dos fatos como também um inaceitável ultraje a todos os Membros do Ministério Público de Mato Grosso,  além eventual prática de condutas típicas de difamação e calúnia”, disse Turin em nota enviada a imprensa nesta sexta-feira (9).

O promotor afirmou que  apoia a apuração rigorosa e integral de todos os fatos citados na grampolândia, mas, até que se prove o contrário, disse ter plena confiança na conduta dos promotores.

“Reiteramos nossa confiança no Poder Judiciário como instituição e, até prova em contrário, acreditamos também na juridicidade e licitude dos atos de seus membros no exercício da Jurisdição, por isso é absolutamente indigna de crédito e merece total repúdio a insinuação de que, na surdina,  à margem da ética e do devido processo legal, estaria sendo articulada, uma ilegal, arbitrária, desarrazoada, injusta e imoral prisão em massa de Promotores de Justiça no Estado de Mato Grosso”.

Turin disse ainda ser "descabida" e "infundada" a afirmação de que os promotores fazem parte de organização criminosa, citando que o órgão sempre trabalhou para combatê-las. 

“Reafirmamos nossa confiança e reconhecimento no trabalho realizado pelo Gaeco na obtenção de provas, de forma legal e eficiente,  em diversas investigações e operações complexas empreendidas contra redes de organizações criminosas que surrupiaram milhões dos cofres públicos. O Gaeco sempre combateu as organizações criminosas sendo absolutamente descabida e infundada a afirmação de que o grupo seria parte integrante de uma delas”.

Leia a nota na íntegra: 

A ASSOCIAÇÃO MATO-GROSSENSE DO MINISTÉRIO PÚBLICO (AMMP), em razão das recentes matérias divulgadas nos órgãos de imprensa nacional e de Mato Grosso, de suposto áudio atribuído ao Juiz Tiago Abreu, Presidente da AMAM, onde (i) imputa o envolvimento de Promotores e Procuradores de Justiça no esquema de interceptações irregulares de telefones,; (ii) acusa o GAECO de compor uma organização criminosa; e (iii) conjectura a prisão em massa de Membros do Ministério Público de Mato Grosso, cumpre repudiar com veemência o conteúdo das falas divulgadas e esclarecer a sociedade para os seguintes fatos:

1 - Se verdadeiras, as afirmações atribuídas ao Juiz Tiago Abreu, Presidente da AMAM, expõe não só uma leviana e superficial apreciação dos fatos como também um inaceitável ultraje a todos os Membros do Ministério Público de Mato Grosso,  além eventual prática de condutas típicas de difamação e calúnia.

2. Reiteramos nossa confiança no Poder Judiciário como instituição e, até prova em contrário, acreditamos também na juridicidade e licitude dos atos de seus membros no exercício da Jurisdição, por isso é absolutamente indigna de crédito e merece total repúdio a insinuação de que, na surdina,  à margem da ética e do devido processo legal, estaria sendo articulada, uma ilegal, arbitrária, desarrazoada, injusta e imoral prisão em massa de Promotores de Justiça no Estado de Mato Grosso.

3 - Reafirmamos nossa confiança e reconhecimento no trabalho realizado pelo GAECO na obtenção de provas, de forma legal e eficiente,  em diversas investigações e operações complexas empreendidas contra redes de organizações criminosas que surrupiaram milhões dos cofres públicos.

O GAECO sempre combateu as organizações criminosas sendo absolutamente descabida e infundada a afirmação de que o grupo seria parte integrante de uma delas.

4 - Os valores que inspiram o Ministério Público compreendem o Direito como origem do ideal civilizatório. A causa que move seus integrantes é a defesa do regime democrático, da ordem jurídica e dos interesses superiores da sociedade, não se admitindo  interna e externamente transgressão a esses preceitos.

5 - A AMMP apoia a apuração rigorosa e integral de todos os fatos citados nesse triste episódio denominado popularmente como GRAMPOLANDIA, reafirmando, até efetiva comprovação de qualquer conduta ilícita, sua plena confiança na lisura da conduta dos Promotores e Procuradores de Justiça que integraram o Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Direção da AMMP Gestão Atitude e Participação. 

Leia mais: 

Em áudio, Amam fala em prisão em massa de promotores de MT


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