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/ ALVO DA MANTUS

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14.08.2019 | 16h41
TJ decide soltar rival de Arcanjo e impõe tornozeleira eletrônica
Frederico Müller é acusado de liderar organização envolvida com lavagem de dinheiro e jogo do bicho
Alair Ribeiro/MidiaJur
O empresário Frederico Müller Coutinho
THAIZA ASSUNÇÃO
DA REDAÇÃO

O Tribunal de Justiça determinou a soltura do empresário Frederico Müller Coutinho, acusado de liderar uma organização criminosa envolvida com lavagem de dinheiro e jogo do bicho em Mato Grosso.

A decisão é da Terceira Câmara Criminal e foi tomada durante sessão na tarde desta quarta-feira (14). 

Os desembargadores Juvenal Pereira da Silva, Rondon Bassil e Gilberto Giraldelli seguiram o voto do relator, desembargador Rui Ramos, para impor medidas cautelares ao acusado, entre as quais o uso de tornozeleira eletrônica.

Müller estava preso desde o dia 29 de maio em virtude da Operação Mantus, da Polícia Civil.

Ele é acusado de chefiar o grupo denominado FMC Elo, supostamente rival da Colibri, que teria à frente João Arcanjo Ribeiro e o seu genro, Giovanni Rodrigues Zem, que também foram presos na operação. Os dois grupos disputavam "acirradamente" o espaço do jogo do bicho no Estado, conforme a Polícia. No total, 33 pessoas foram presas. 

Na semana passada, a Terceira Câmara também determinou a soltura de Giovanni Zem e outros integrantes da Colibri. O pedido de soltura de Arcanjo foi negado. 

Em seu voto, Rui Ramos afirmou que o empresário não "ostenta" nenhum antecedente criminal. 

“É a mesma situação dos demais. Não tem absolutamente nada para se colocar sobre o antecedente criminal, de modo que aquelas medidas que nós colocamos também me parecem suficiente para evitar a continuidade dessa atividade que, em tese, está sendo reconhecida, até porque teve denúncia”, disse.

“Não é só com prisão que evita essa atividade. Essa atividade pode ser contida com bloqueio que foi feito de valores, enfim, e com a colocação de monitoramento eletrônico, proibição de comunicações, etc.”, afirmou.

Jogo do bicho 

Em julho, o juiz Jorge Luiz Tadeus Rodrigues, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, acatou as denúncias do Ministério Público Estadual (MPE) referentes aos dois grupos.

Na primeira denúncia, sobre a “Colibri”, além de Arcanjo e Giovanni, também foram denunciados Noroel Braz da Costa Filho, Mariano Oliveira da Silva, Adelmar Ferreira Lopes, Sebastião Francisco da Silva, Marcelo Gomes Honorato, Agnaldo Gomes de Azevedo, Paulo César Martins, Breno César Martins, Bruno César Aristides Martins, Augusto Matias Cruz, José Carlos de Freitas, vulgo “Freitas”, e Valcenir Nunes Inerio, vulgo “Bateco”.

Todos vão responder pelos crimes de organização criminosa, contravenção penal do jogo do bicho, extorsão, extorsão mediante sequestro e lavagem de dinheiro.

Já na segunda denúncia, referente à Ello/FMC, além de Frederico Müller Coutinho, foram denunciados,Dennis Rodrigues Vasconcelos, Indinéia Moraes Silva, Kátia Mara Ferreira Dorileo, Madeleinne Geremias de Barros, Glaison Roberto Almeida da Cruz, Werechi Maganha dos Santos, Edson Nobuo Yabumoto, Laender dos Santos Andrade, Patrícia Moreira Santana, Bruno Almeida dos Reis, Alexsandro Correia, Rosalvo Ramos de Oliveira, Eduardo Coutinho Gomes, Marcelo Conceição Pereira, Haroldo Clementino Souza, João Henrique Sales de Souza, Ronaldo Guilherme Lisboa dos Santos e Adrielli Marques.

Pesam contra integrantes da Ello/FMC a prática dos crimes de organização criminosa, contravenção penal do jogo do bicho e lavagem de dinheiro.

Leia mais: 

TJ cita “longa ficha de antecedentes” e nega liberdade a Arcanjo


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