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11.09.2019 | 17h25
Delegada “linha dura” reassume coordenação da Grampolândia
Ana Cristina Feldner irá assumir o lugar do delegado Rafael Mendes Scatolon
Arquivo MidiaJur
A delegada Ana Cristina Feldner
THAIZA ASSUNÇÃO
DA REDAÇÃO

O diretor-geral da Polícia Civil, Mário Dermeval de Resende, assinou uma portaria determinado o retorno da delegada Ana Cristina Feldner para as investigações do esquema conhecido como “Grampolândia Pantaneira”.

Feldner irá assumir o lugar do delegado Rafael Mendes Scatolon, que foi retirado dos inquéritos no dia 15 de agosto por supostamente ter relação com testemunhas de um dos investigados.

Grampolândia Pantaneira é o nome pelo qual ficou conhecido o esquema criminoso de escutas telefônicas ilegais operado pela Polícia Militar na gestão de Pedro Taques (PSDB).

A Polícia Civil é responsável pelo desdobramento do caso, relativo à Operação Esdras, que prendeu um grupo que teria tramado um plano para afastar o desembargador Orlando Perri da investigação sobre os grampos ilegais. 

Conforme publicou o MidiaNews, Ana Feldner vinha sofrendo pressão de um grupo de delegados que tentava inviabilizar o seu retorno às investigações para que o inquérito continuasse sem avanço.

A delegada atuou à frente da Esdras antes do inquérito “subir” para o STJ (Superior Tribunal de Justiça), em outubro de 2017, já que Taques é um dos alvos e, na ocasião, tinha foro especial por prerrogativa de função.

Após Taques perder o mandato nas eleições de 2018, o STJ determinou o retorno do processo para a 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

Diante disso, o juiz Jorge Luiz Tadeu determinou, em abril, que a Polícia Civil designasse ao menos dois delegados para continuar as investigações do caso. 

Ana Feldner irá trabalhar junto as delegadas Luciana Batista Canaverde e Jannira Laranjeira Siqueira Campos. 

A Esdras

A operação teve como alvos o ex-secretário chefe da Casa Civil, Paulo Taques, o ex-secretário de Segurança, Rogers Jarbas, o ex-secretário de Justiça e Direitos Humanos, Airton Siqueira, o ex-chefe da Casa Militar, Evandro Lesco, a esposa dele, Hellen Lesco, o tenente-coronel da PM Michel Ferronato, o tenente-coronel da PM Michel Ferronato, o sargento da PM João Ricardo Soller e o cabo Gerson Corrêa Júnior.

Eles chegaram a ter mandado de prisão decretado no final de setembro de 2017 mas foram soltos mediante medidas cautelares, todas já revogadas.

A operação só foi possível graças à denúncia do tenente-coronel José Henrique Soares, escrivão do inquérito policial militar sobre o caso dos grampos, que havia sido cooptado pelo grupo, mas se arrependeu. 

Ele entregou à Polícia Civil uma farda, em cujo bolso estava acoplada uma câmera, que seria usada para filmar o desembargador Orlando Perri. A ideia era pedir a suspeição do magistrado.

Leia mais: 

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