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/ SIMULOU ACIDENTE

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13.09.2019 | 17h38
Júri condena homem que matou a ex para receber seguro em VG
José Carlos Gomes Fernandes foi condenado a 18 anos de prisão; ele encontra-se foragido da Justiça
Alair Ribeiro/MidiaJur
O juiz Murilo Moura Mesquita, que conduziu o júri
DA REDAÇÃO

O Tribunal do Júri condenou José Carlos Gomes Fernandes, de 41 anos, pelo assassinato da ex-namorada dele, Dalícia Fernandes, ocorrido na Estrada a Praia Grande, zona ruraL de Várzea Grande, em setembro de 2011.

O julgamento, realizado na quarta-feira (11), foi conduzido pelo juiz Murilo Moura Mesquita, da Primeira Vara Criminal de Várzea Grande, que sentenciou José Carlos a 18 anos de prisão por homicídio qualificado (motivo torpe e emprego de asfixia).

Segundo a denúncia feita pelo Ministério Público Estadual, o réu simulou um acidente automobilístico para receber um prêmio de seguro de vida em nome da vítima.

Consta na denúncia que após forjar o acidente, o réu arremessou a ex-namorada para fora do veículo para o interior de uma lagoa localizada no local dos fatos, causando-lhe asfixia em virtude do afogamento.

Conforme o MPE, um mês antes do crime o acusado tentou comprar um veículo Renault/Clio, mas a negociação não foi efetivada em razão da não aprovação do cadastro em seu nome.

Dias depois, no entanto, ele retornou ao estabelecimento e comunicou a obtenção de um financiamento que havia sido feito em nome da vítima com outra revenda e confeccionou em seu nome o contrato de compra e venda do referido veículo, o mesmo utilizado no dia do crime.

Durante o processo criminal, foi constatado também que, em fevereiro do mesmo ano, o réu procurou uma empresa de seguros e contratou apólice em nome da vítima, no qual seria o único beneficiário.

Após a morte da ex-namorada, antes mesmo do final da sindicância, já que os familiares não sabiam da existência do seguro, o réu enviou à empresa carta de desistência do recebimento do prêmio.

Desde então, ele encontra-se foragido da Justiça. Quem souber do seu paradeiro pode ligar no telefone 190 ou 127. A denúncia pode ser anônima.


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