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05.10.2019 | 10h30
MPE aguarda auditoria para concluir caso contra promotores
Cabo da PM disse que promotores haviam inserido números de políticos por meio de “barriga de aluguel”
Luiz Leite
O corregedor-geral adjunto do MPE, João Augusto Gadelha
CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

O Ministério Público Estadual aguarda uma auditoria no Sistema Guardião para concluir as investigações a respeito de uma suposta inserção ilegal de números de telefone, para serem grampeados, por parte de promotores de Justiça. 

O Sistema Guardião é utilizado para realizar escutas telefônicas em investigações realizadas, entre outros, pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). 

O cabo da PM Gerson Correa, réu no caso conhecido como Grampolândia Pantaneira, revelou em audiência na Justiça Militar que os promotores de Justiça Marco Aurélio de Castro e Samuel Frungillo haviam inserido números de políticos por meio de “barriga de aluguel”.

Nós estamos em contato, já finalizando, com o próprio sistema Guardião em Santa Catarina, que fará essa auditoria

De acordo com o cabo, números do político Juarez Costa, hoje deputado federal, à época dos fatos prefeito de Sinop e do ex-deputado José Riva, sua esposa Janete Riva, o filho, José Geraldo Riva Júnior, e as filhas Jessica Riva e Janaina Riva (hoje deputada estadual) foram inseridos ilegalmente em investigações realizadas pelo Gaeco.

O corregedor-geral adjunto do MPE, João Augusto Gadelha, afirmou que a auditoria deve ficar pronta em breve e o quanto antes deve entregar o relatório da investigação.

“Nós estamos em contato, já finalizando, com o próprio sistema Guardião em Santa Catarina, que fará essa auditoria, que vai tirar qualquer dúvida que tenha havido”, disse o corregedor.

Verbas secretas

Com o corregedor-adjunto ainda está a investigação sobre o suposto mau uso de verbas secretas por promotores do Gaeco. O fato também foi revelado durante audiência pelo cabo Gerson Correa em julho deste ano.

“Está havendo uma perícia pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso. Eles já estão fazendo essa auditoria para se comprovar se houve desvio, se houve notas frias ou não, para chegar a uma conclusão. Estamos no aguardo disso para concluir.

A expectativa, segundo Gadelha, é que até o dia 24 de outubro a auditoria seja concluída. “Após isso iremos ouvir outras pessoas e aí sim fazer o relatório final”, disse o corregedor adjunto.

Investigações 

Nove procedimentos investigatórios foram instaurados pelo Ministério Público Estadual após os depoimentos dos policiais militares réus no caso dos grampos em Mato Grosso.

Os coroneis Zaqueu Barbosa e Evandro Alexandre Lesco e o cabo Gerson Corrêa Júnior depuseram entre os dias 16 e 17 de julho e citaram a suposta participação de promotores de Justiça em grampos ilegais.

Três deles já foram concluídos e arquivados pelo órgão por ausência de provas contra os membros do MPE. 

São eles: a suposta participação do ex-procurador-geral de Justiça Paulo Prado no “sumiço” de uma placa Wytron (escutas telefônicas); suspeita de barriga de aluguel realizada por parte dos promotores nas operações Imperador e Aprendiz; e sobre o promotor de Justiça Marcos Regenold, que, segundo os PMs, teria falsificado a assinatura de um analista de interceptação no ano de 2013.

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