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/ ALVO DE OPERAÇÃO

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30.10.2019 | 11h21
STF nega soltar homem condenado a 82 anos por tráfico em MT
Paulo Flores foi preso em 2014 em Sinop, durante a Operação Veraneio, da Polícia Federal
Roberto Jayme/TSE
A ministra Rosa Weber, do STF
THAIZA ASSUNÇÃO
DA REDAÇÃO

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou habeas corpus para soltar Paulo Jones da Cruz Flores, considerado um dos maiores chefes do tráfico internacional de drogas em Mato Grosso.

Paulo Jones foi preso em 2014 em Sinop (500 km ao Norte de Cuiabá), na Operação Veraneio, da Polícia Federal.

Em 2017, o juiz da 2ª Vara Federal de Sinop, Marcelo Queiroz Linhares, o condenou a mais de 82 anos de prisão pelos crimes de tráfico internacional de drogas, lavagem de capital e formação de organização criminosa.

Conforme a denúncia do Ministério Público Federal, o empresário era o responsável por manter contato direto com traficantes estrangeiros – marcando as datas, locais e condições das pistas de pouso, variações de preço da droga, pagamentos devidos, códigos transponder, entre outros –, coordenando e financiando a aquisição e preparação e aeronaves para a realização do transporte de drogas, bem como cooptando pilotos e mecânicos para os trabalhos, e até mesmo pessoas da sua família.

No HC, a defesa alegou que o magistrado negou o direito de o acusado recorrer em liberdade, sustentando que “passados 3 anos e concluída a instrução, a situação fática comprovada afasta, por completo, os três fundamentos da prisão preventiva, que não estavam mais presentes no momento da sentença”.

“Requerem, em medida liminar, a soltura do paciente até o julgamento final da presente impetração. No mérito, pugnam pela revogação da prisão preventiva”, diz trecho do HC.

Em sua decisão, a ministra entendeu que não há constrangimento ilegal na manutenção da prisão do traficante.

“Ao exame dos autos, verifico que o acórdão exarado pela Corte Superior se encontra fundamentado, apontando as razões de seu convencimento para rechaçar a tese defensiva. Em análise de cognição sumária, não detecto a presença dos pressupostos autorizadores da concessão da medida liminar com a imediata soltura do paciente. Ante o exposto, indefiro o pedido de liminar”, decidiu.

A operação

As investigações que deram origem a Operação Veraneio tiveram início em dezembro de 2011. De forma ampla, os fatos investigados diziam respeito à atuação, na região Norte de Mato Grosso, de organização criminosa dedicada ao transporte aéreo de drogas da Venezuela e Honduras. Foram realizadas interceptações telefônicas pela Polícia Federal.

A operação foi deflagrada no dia 4 de novembro de 2014, quando foram cumpridos 50 mandados judiciais nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Amazonas, além de Mato Grosso.

Foram realizadas sete prisões temporárias e apreendidos aproximadamente R$ 13,4 milhões em cheques, cédulas de reais, dólares e euros. Também foram apreendidas aeronaves e carros de luxo.

Leia mais: 

Chefe do tráfico em MT é condenado a 82 anos de cadeia


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