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/ ALVO DE OPERAÇÃO

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30.10.2019 | 18h04
Tribunal impõe fiança de R$ 9,9 mil e manda soltar ex-prefeito
Gaspar Lazzari estava preso desde o dia 22 de agosto, acusado de desvio de dinheiro público em Confresa
Gilberto Leite/RdNews
O ex-prefeito de Confresa, Gaspar Lazzari
THAIZA ASSUNÇÃO
DA REDAÇÃO

A Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) determinou, na terça-feira (29), a soltura do ex-prefeito de Confresa (a 1.160 km de Cuiabá), Gaspar Lazzari, mediante pagamento de fiança de R$ 9,9 mil.

A informação foi confirmada ao MidiaNews pelo advogado de Gaspar, Elton Santos.

O ex-prefeito estava preso desde o dia 22 de agosto, em decorrência da segunda fase da Operação Tapiraguaia, da Polícia Federal.

Gaspar é acusado de desviar dinheiro público que deveria ser utilizado para construção de pontes em Confresa. Ele usava a propina para pagar contas como energia elétrica, faturas de cartão de crédito, além de despesas feitas em hotéis.

Além dele, a operação também cumpriu mandados de busca e apreensão contra o ex-prefeito de Serra Nova Dourada (a 1.023 km de Cuiabá), Edson Yukio Ogatha (PSD), conhecido como "Japonês" e o ex-deputado federal de Mato Grosso, Valtenir Pereira (MDB), que atualmente é suplente do deputado Carlos Bezerra (MDB). 

Conforme o advogado, o ex-prefeito já pagou a fiança e deixou a Cadeia Pública de Barra do Garças (a 509 km da Capital) na manhã desta quarta-feira (30). Ele não cumprirá medidas cautelares.

O esquema

Conforme a Polícia Federal, o ex-deputado Valtenir Pereira, no período entre 2014 a 2016, teria montado um esquema criminoso em conluio com empresários e prefeitos de Confresa e Serra Nova Dourada.

As investigações mostram que o então deputado teria viabilizado a realização de convênios entre o Ministério da Integração Nacional – Secretaria Nacional da Defesa Civil e as prefeituras, amparando-se na justificativa de construção de pontes de concreto emergenciais, devido às enchentes provocadas pelas chuvas.

Os prefeitos, beneficiados com os recursos federais, realizariam licitações repletas de irregularidades, combinando previamente com os empresários contratados para a execução das obras.

Conforme a polícia, os políticos exigiam propinas a essas pessoas, na medida em que fossem realizados os pagamentos.

A PF ainda aponta que os valores utilizados nas propinas provinham na maioria das vezes de medições fraudulentas, como atestados de serviços não realizados ou realizados a menor.

Os montantes seriam repassados aos gestores municipais e ao ex-deputado, por meio de depósitos/transferências em contas de terceiros.

As obras da Prefeitura de Confresa teriam gerado em torno de R$ 413 mil em propinas aos agentes públicos envolvidos, enquanto as de Serra Nova Dourada o montante de R$ 187 mil.

Leia mais: 

Empreiteiras pagavam até cartão de crédito de ex-prefeito preso


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