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/ ACAREAÇÃO NA GRAMPOLÂNDIA

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04.11.2019 | 17h34
PMs dizem que Taques deu ordem para destruir equipamentos
Zaqueu Barbosa e Evandro Lesco participaram de procedimento na tarde desta segunda-feira (4)

Victor Ostetti
A delegada Ana Cristina Feldner
THAIZA ASSUNÇÃO E VICTOR OSTETTI
DA REDAÇÃO

O ex-comandante da Polícia Militar, coronel Zaqueu Barbosa, e o ex-chefe da Casa Militar, coronel Evandro Lesco, afirmaram em depoimento à força-tarefa da Grampolândia Pantaneira que o ex-governador Pedro Taques deu ordem para destruir os sistemas Wytron e Sentinela, que teriam sido usados em interceptações ilegais entre os anos de 2014 e 2015.

A força-tarefa da Grampolândia Pantaneira apura a criação de um escritório clandestino para interceptar adversários políticos do ex-governador. 

A afirmação dos coronéis foi dada à delegada Ana Cristina Felnder durante uma acareação na tarde desta segunda-feira (4) no Complexo Miranda Reis. O ex-secretário de Estado de Justiça, coronel Airton Siqueira, também participou do procedimento, mas se reservou ao direito de permanecer em silêncio.

Há bastante semelhança nos depoimentos deles [ Lesco e Zaqueu]. Eles dizem que a ordem teria partido do então governador Pedro Taques

Segundo a delegada, a acareação foi feita porque os investigados apresentaram divergências nos depoimentos com relação a destruição dos materiais. A contradição partiu justamente do coronel Siqueira.  

Feldner considerou, porém, a acareação dos coronéis Zaqueu e Lesco “bastante exitosa”.

“O coronel Lesco e coronel Zaqueu falaram e foi muito exitosa a diligência. Podemos dizer que bastante pontos controversos foram elucidados”, disse a delegada.

“Há bastante semelhança nos depoimentos deles [ Lesco e Zaqueu]. Eles dizem que a ordem teria partido do então governador Pedro Taques. É importante dizer que é segundo eles. As investigações ainda prosseguem e nada está fechado. Não há uma conclusão das investigações”, acrescentou Feldner.

Para a delegada, o fato do Siqueira ter ficado em silêncio, já que ele tem uma versão diferente dos demais coronéis, não prejudica as investigações. Siqueira nega que Taques tenha dado ordem para destruir os equipamentos. 

“É um direito previsto na legislação, que o investigado tem o direito de permanecer em silêncio. E nós asseguramos e respeitamos os direitos constitucionais”, disse a delegada.

“Isso não prejudica a investigação. A investigação tem uma dinâmica. A gente costuma até dizer que se fosse assim era sempre todo mundo só ficar calado que a polícia nunca conseguiria ter êxito de conseguir investigar. Nós temos outras técnicas também, provas testemunhais, provas técnicas, que vão mostrar qual é a verdade”, afirmou Feldner.

A delegada ainda disse que o ex-governador Pedro Taques será ouvido pela força-tarefa. A data, porém, ainda não foi marcada.


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