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30.11.2019 | 09h52
Assassino de estudante de direito é condenado a 16 anos de prisão
Pedro Peroso foi morto a facadas por Vanderson Martins, seu melhor amigo, em outubro do ano passado
Victor Ostetti
O assassino Vanderson Martins que foi julgado no Fórum de Várzea Grande
THAIZA ASSUNÇÃO
DA REDAÇÃO

O assassino confesso do estudante de direito Pedro Victor de Almeida Peroso, de 18 anos, morto a facadas em outubro do ano passado, foi condenado a 16 anos de prisão, pelo crime de homicídio duplamente qualificado.

Vanderson Daniel Martins dos Santos, de 21 anos, foi julgado na sexta-feira (29), no Fórum de Várzea Grande. O júri popular foi presidido pelo juiz Murilo Mesquita. Ele cumprirá a pena em regime inicial fechado.

O assassino já estava preso desde novembro de 2018 na Penitenciária Central do Estado (PCE), onde continuará detido.

Vanderson alegou que cometeu o crime porque devia R$ 1,5 mil à vítima, referente a uma dívida da venda de um aparelho de som de carro e, segundo ele, não tinha condições de pagar.

Divulgação

pedro

Pedro Victor de Almeida (detalhe) que foi assassinado no dia 19 de outubro do ano passado

O corpo de Pedro foi encontrado caído ao lado do seu carro, um veículo Ford Ka branco, em uma rua de chão do Bairro Princesinha do Sol. 

Melhores amigos

Em entrevista ao MidiaNews, um dia antes do julgamento, a mãe de Pedro, a professora Nádia Batista de Almeida Peroso disse que o assassino era o melhor amigo do seu filho e estava praticamente todos os dias dentro de sua casa.

“Eu o conhecia muito, era uma pessoa de dentro da minha casa. Ele matou meu filho numa sexta-feira e no dia anterior almoçou com meu filho lá em casa. Ele não saía da minha casa. O meu filho era o melhor amigo dele. A festa de aniversário dele foi feita em um barracão que é do meu marido. Nós fizemos a festa para ele lá. Nós patrocinamos, demos o lugar. Compramos as coisas para fazer a festa do assassino do meu filho. Já pensou nisso?”, declarou, bastante emocionada.

A professora disse que, quando soube que o homicídio do filho tinha sido cometido por Vanderson, ficou em choque. Ela revelou que não o viu como suspeito em nenhum momento.

“Ele foi ao velório do meu filho, mas não quis entrar, falou que estava passando mal. Meu esposo conversou com ele, mas sem saber que ele era o assassino do nosso filho. Nós não suspeitávamos dele, porque o Pedro não tinha inimigos. Pensávamos até que teria sido cometido por um passageiro, mas ele não fazia mais corridas, e no dia do crime ele tava com umas amigas no shopping”.

O crime

Victor trabalhava na função de motorista de aplicativo, mas o cadastro da plataforma estava no nome do primo dele.

A suspeita inicial era de que o rapaz tivesse sido morto por um passageiro, mas a inventigação apontou que o crime não teve relação com o trabalho da vítima.

Moradores chamaram a polícia depois que encontraram Pedro caído no chão.

O automóvel tinha marcas de sangue no banco e nas portas. Além disso, o para-brisa do carro estava quebrado. Uma pedra, que teria sido usada para danificar o para-brisa, foi deixada na frente do automóvel.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamada e constatou que Pedro foi morto por dois golpes, supostamente de faca, na região do abdômen.

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