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26.12.2019 | 09h41
Juiz nega liberdade a fazendeiro acusado de matar agrônomo
Vítima foi executada no dia 18 de fevereiro; réu confessou o crime à polícia
Reprodução
Silas Henrique Palmiere Maia (detalhe) foi morto por cobrar uma dívida
BIANCA FUJIMORI
DA REDAÇÃO

O juiz Vagner Dupim Dias, da Vara Única de Porto dos Gaúchos, negou o pedido de liberdade feito pela defesa do fazendeiro Paulo Faruk de Moraes, acusado de matar o engenheiro agrônomo Silas Henrique Palmiere Maia, de 33 anos, com tiros na nuca.

A decisão foi proferida no dia 16 e circulou do Diário de Justiça no dia 19 deste mês.

O crime aconteceu no dia 18 de fevereiro deste ano em Porto dos Gaúchos (a 650 km de Cuiabá). O fazendeiro se entregou no dia 21 de fevereiro, na Delegacia de Juara (a 690 km da Capital), e confessou o assassinato.

De acordo com o magistrado, Faruk apresenta grande nível de periculosidade para a sociedade, visto que ele não hesitou em atirar contra o engenheiro à luz do dia e com diversas testemunhas.

“Logo, os fatos concretos se consubstanciam em acentuada gravidade pelo modus operandi e que revestem a conduta de remarcada reprovabilidade”, afirmou o juiz.

Por conta da materialidade das provas contra o fazendeiro, Dias negou o pedido de revogação da prisão preventiva do réu.

Diante do exposto e por tudo mais que consta nos autos, indefiro o pedido formulado pela defesa do acusado Paulo Faruk de Moares, e mantenho a ordem de custódia tal como foi lançada

“Diante do exposto e por tudo mais que consta nos autos, indefiro o pedido formulado pela defesa do acusado Paulo Faruk de Moares, e mantenho a ordem de custódia tal como foi lançada, uma vez que a necessidade da segregação cautelar restou demonstrada, com espeque em dados concretos dos autos”, proferiu.

Relembre o caso

Silas Henrique foi morto após ir à propriedade de Faruk cobrar uma dívida que o fazendeiro tinha com a empresa em que a vítima trabalhava.

O engenheiro foi executado com seis tiros na cabeça e no pescoço, dados à queima-roupa em uma lanchonete no Distrito de Novo Paraíso (a 25 km de Porto dos Gaúchos), na tarde do dia 18 de fevereiro.

Os disparos, flagrados por câmeras de segurança, foram efetuados por trás, sem que a vítima pudesse se defender.

A desavença entre os dois teria começado quando Silas descobriu um suposto desvio do suspeito e foi até o local para cobrar a dívida. Segundo o delegado, o engenheiro assassinado chegou a ameaçar protestar a dívida em cartório.

O fazendeiro se entregou e confessou o assassinato.

À Polícia, o produtor rural relatou que estava se sentindo incomodado com a presença de Silas na fazenda dele. Ele ainda contou que tinha financiado o custeio da lavoura e o engenheiro foi até a propriedade para cobrar a parte da empresa. 

 

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