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03.01.2020 | 17h25
Jovem que atropelou família paga fiança de R$ 103 mil e é solto
Wesley Patrick de Souza, de 23 anos, foi liberado na quinta-feira (2) e teve CNH recolhida
Marcus Vaillant
O advogado Hélio Nishiyama, que faz a defesa do motorista
CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

O motorista Wesley Patrick Villas Boas de Souza, de 23 anos, acusado de atropelar uma mulher e duas crianças na Avenida dos Trabalhadores, em Cuiabá, foi solto na tarde de quinta-feira (2) após pagar fiança de R$ 103 mil.

A soltura foi determinada pelo desembargador Márcio Vidal, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em habeas corpus impetrado pelo advogado Hélio Nishiyama. Na determinação, o motorista também teve a sua carteira de habilitação suspensa.

Segundo informações do advogado, o jovem saiu da Gerência Estadual de Polinter (Gepol), em Cuiabá, e já está em sua residência no Condomínio Alphaville.

Wesley chegou a ter prisão em flagrante convertida a preventiva pelo juiz Wladymir Perri, da Terceira Vara Criminal de Cuiabá, durante audiência de custódia realizada na quarta-feira (1º). 

No entanto, a desembargador Marcio Vidal entendeu que a prisão preventiva foi desnecessária, visto que o crime foi culposo – quando não há intenção de matar.

Ele ainda argumentou que Wesley não possui antecedentes criminais, não fugiu no local do atropelamento e ainda prestou socorro às vítimas.

“De outro giro, o argumento utilizado pelo Juízo de base, para a decretação da prisão preventiva, calçada na garantia da ordem pública, qual seja, o clamor público, não é motivação idônea a justificar a segregação cautelar, conforme orienta o STF”, afirmou.

“Demais disso, soma-se o fato de o paciente ostentar condições favoráveis, tais como, residência fixa, trabalho lícito e ser primário, consoante documentos anexos aos autos e consulta ao sítio eletrônico deste Tribunal de Justiça, de modo que não se sustenta a manutenção da prisão cautelar”, completou Vidal.

O caso

No dia 31 de dezembro, Wesley conduzia uma caminhonete Dodge Ram branca na Avenida dos Trabalhadores. Uma criança de 10 anos morreu na hora.

O homem precisou ser conduzido até o Cisc Verdão pelos policiais militares para não ser linchado pelas testemunhas. As pessoas se revoltaram com situação e jogaram pedras no veículo.

A mulher e a segunda criança, de 3 anos, foram socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e conduzidas até o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). No entanto, a menor não resistiu e morreu. 

A Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran) está investigando o caso.

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