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14.01.2020 | 15h12
Delator na Ararath presta novo depoimento na Justiça Federal
Luiz Cuzziol firmou delação premiada em 2019 junto ao Tribunal Regional Federal da Primeira Região
João Vieira/Gazeta Digital
Luiz Carlos Cuzziol, delator na Operação Ararath
ARTHUR SANTOS DA SILVA
DO OLHAR JURÍDICO

A Justiça Federal em Mato Grosso marcou para o dia 14 de fevereiro novo interrogatório do delator premiado na Operação Ararath e ex-superintendente do Bic Banco, Luiz Carlos Cuzziol. Processo sigiloso versa sobre crime de quebra de sigilo financeiro.

Cuzziol firmou delação premiada em 2019 junto ao Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), em Brasília. Documentos ainda estão em segredo. O foco de sua colaboração são empréstimos realizados por diversas empresas junto ao Bic Banco. Ao menos 30 nomes foram detalhados.
 
As transações possuíam como avalistas o governo de Mato Grosso. Tratava-se, segundo o colaborador, de um esquema para lavagem de dinheiro. Nomes como do ex-secretário de Fazenda, Eder Moraes, do ex-governador Blairo Maggi e do empresário Valdir Piran são citados por Cuzziol. Diversos casos já foram judicializados.
 
Segundo o Ministério Público Federal, muitas das operações tinham como garantia créditos fictícios que as empresas possuíam junto ao governo do estado de Mato Grosso por meio de simulação de prestação de serviços.
 
Antes de colaborar, o ex-superintendente foi condenado em ação da Ararath. Processo de 2015 gerou pena de 31 anos de reclusão. 
 
Na Justiça Federal, um dos últimos processos propostos em consequência da delação premiada de Cuzziol, por crime de gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro, ocorreu face de membros da cúpula do Bic Banco em Cuiabá.
 
A ação, desdobramento da operação Ararath, envolve ainda o ex-secretário de Fazenda de Mato Grosso, Eder Moraes, e os empresários Ulisses Viganó e Denise Viganó, donos da empreiteira Consnop Construções.

Conforme os autos, a Consnop Construções contraiu empréstimos que totalizam R$ 4,3 milhões. Ocorre que as transações foram simuladas para beneficiar o grupo político do qual o ex-secretário de Fazenda Eder Moraes fazia parte.


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