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/ CASO ISABELE

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24.07.2020 | 15h03
Se pai não for encontrado, advogado quer que juiz decrete prisão
Segundo profissional contratado pela família da vítima, Marcelo Cestari teria cometido “quebra de fiança”
Helio Nishiyama
CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

O advogado Hélio Nishiyama pediu na Justiça que o empresário Marcelo Cestari seja intimado em dois novos endereços para que se manifeste sobre o pagamento de sua fiança. Cestari é pai da adolescente que segurava a arma que disparou acidentalmente e matou uma amiga de 14 anos, no último dia 12, no condomínio Alphaville, em Cuiabá.

Isso porque o empresário não foi encontrado por oficiais de Justiça em seu endereço residencial. Caso a intimação não ocorra, o advogado requereu que a Justiça determine sua prisão por “quebra de fiança”.

O pedido foi encaminhado ao juiz João Bosco Soares da Silva, da 10º Vara Criminal de Cuiabá, nesta quinta-feira (23).

Nishiyama foi contratado pela empresária Patrícia Guimarães Ramos, mãe adolescente Isabele Guimarães Ramos, de 14 anos, morta em decorrência do disparo acidental.

Caso sejam infrutíferas tais diligências, requer-se seja decretada a quebra de fiança, bem como seja decretada a prisão preventiva, ou, em caráter subsidiário, seja impostas novas medidas cautelares

No dia da tragédia, Cestari foi preso por posse ilegal de arma de fogo, mas saiu após o pagamento de fiança de R$ 1 mil. O valor, foi majorado para R$ 209 mil, e Cestari recorreu ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Então o desembargador Rondon Bassil Dower Filho suspendeu os efeitos da determinação de primeiro grau.

Após a determinação, o magistrado expediu mandado de intimação para que o empresário se manifestasse sobre o pedido de majoração do valor da fiança e demais pedidos contidos no feito. O que não ocorreu.

“Quebra de fiança”

Nishiyama argumentou que o empresário não pode mudar de endereço sem prévia autorização da Justiça, pois isso configura o crime de “quebra de fiança”.

Por isso, pediu que o magistrado tente fazer a intimação em dois novos endereços – no de sua empresa e na casa da mãe de Cestari – para realizar a intimação.

Caso o procedimento seja frustrado, o advogado pede pela prisão preventiva do empresário.

“Sugere-se seja expedido novo mandado de intimação, a ser cumprido no endereço comercial do indiciado, bem como na residência de sua genitora, e, caso sejam infrutíferas tais diligências, requer-se seja decretada a quebra de fiança, bem como seja decretada a prisão preventiva, ou, em caráter subsidiário, seja impostas novas medidas cautelares”, disse a defesa.

Mudança de endereço

Segundo o advogado Rodrigo Pouso, a família Cestari está na casa de amigos pois não conseguiu voltar para a residência após a tragédia. Ele relata que os filhos do empresário - dois de 14 e uma de 17 anos - ficaram traumatizadas com o ocorrido no banheiro da residência e não conseguem mais entrar em casa.

Diante disso, por recomendação de profissionais da saúde, a família não voltou ao imóvel.

Por isso, o advogado afirmou que - mesmo o oficial de Justiça não o encontrando - o cliente irá se manifestar por meio dos autos do processo.

“Todo e qualquer ato que o oficial de justiça vai atrás, nós, como advogados, vamos nos manifestar nos autos do processo. Vamos nos dar por intimados e pronto. Não tem nada de fugir", afirmou.

  

"Mesmo porque o interesse é nosso, porque vamos nos manifestar para abaixar ainda mais a fiança”, completou.

Leia mais sobre o assunto:

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