EUZIANY TEODORO
DA REDAÇÃO
O risco de colocar a semente no solo e a chuva não se firmar está fazendo produtores de Mato Grosso pisarem no freio neste início de safra. A semeadura da soja 2026/27 chegou a 3,87% da área prevista no estado, mas segue atrasada em todas as regiões na comparação com o ciclo passado.
Na última semana, as máquinas avançaram sobre mais 2,73 pontos percentuais da área destinada à oleaginosa. Mesmo assim, o plantio permanece 2,10% abaixo do registrado no mesmo período da safra 2025/26, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
A diferença está relacionada à maior cautela dos produtores em “semear no pó”, diante das previsões de instabilidade das chuvas e da possibilidade de ocorrência de veranicos associados ao El Niño.
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O receio é iniciar o plantio após uma chuva pontual e não haver umidade suficiente na sequência para garantir o desenvolvimento inicial das lavouras. Com isso, parte dos produtores aguarda condições mais favoráveis antes de acelerar os trabalhos.
O cenário é diferente no Oeste de Mato Grosso, onde os maiores volumes de chuva permitiram avanço mais intenso das máquinas. A região chegou a 7,56% da área semeada e aparece à frente das demais no início do ciclo.
Apesar do atraso em relação ao ano passado, o ritmo atual não está distante daquele observado em outra temporada marcada pelo El Niño. Na safra 2023/24, a diferença para o percentual atual era de apenas 0,32 ponto percentual.
A tendência é de que as máquinas continuem avançando mais lentamente nos próximos dias. A previsão de baixos volumes de chuva deve limitar o plantio na próxima semana.
Uma aceleração mais consistente é esperada para a semana seguinte, mas dependerá da confirmação do retorno das precipitações.
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