GILSON NASSER
DA REDAÇÃO
A apenas dois dias para a eleição de 4 de outubro, o cientista político Vinícius de Carvalho acredita que, pela primeira vez na história, haverá segundo turno para o Governo de Mato Grosso.
Em entrevista ao Podcast MídiaJur, ele projeta que Otaviano Pivetta (Republicanos) e Wellington Fagundes (PL) avancem à próxima etapa da disputa.
Segundo Carvalho, faltou, principalmente, habilidade e traquejo político para ambos "deslancharem", podendo vencer a disputa no primeiro turno. Ele destacou que Pivetta tem um perfil de forte articulação nos bastidores, onde já ajudou a eleger três governadores, sendo vice por duas vezes de Mauro Mendes (União).
Já Wellington Fagundes tem o perfil legislativo, uma vez que foi seis vezes deputado federal e está no segundo mandato de senador.
"Não tem grandes propostas. Uma campanha muito focada em ataques mútuos. E também o perfil deles, os dois não têm carisma, têm dificuldades em comunicação", destacou.
Em relação à médica Natasha Slhessarenko (PSD), Vinícius Carvalho avalia que ela poderia estar numa melhor condição para avançar ao segundo turno, caso "colasse" sua imagem no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para ele, apesar de o petista não vencer Flávio Bolsonaro no estado, tem um capital político que pode levar um candidato ao segundo turno.
"Ela optou por uma campanha mais neutra, mais rosa. Em busca de um eleitorado mais independente. Tenho minhas dúvidas se isso foi melhor, porque o Lula fica ali com 30% dos votos válidos, seria um parceiro importante para ela colar", colocou.
Além disso, ele avalia que faltou adotar uma postura de oposição à candidata. "Faltou mais conteúdo, mais proposta de política pública, mostrar o que faria de diferente na educação, saúde, segurança, infraestrutura. Então faltou isso", declarou.
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