DA REDAÇÃO
Antes de pedir votos, Carlos Dorilêo Jr. já subia ao altar. Não como noivo, mas como o pastor que conduz a cerimônia. Formado em Teologia desde 2014, ele celebra casamentos de casais que, muitas vezes, não teriam como pagar por uma cerimônia religiosa. Esse trabalho voluntário ajuda a explicar como o candidato a deputado federal pelo Partido NOVO, número 3090, entende o papel da política.
"Celebrar um casamento é testemunhar o começo de uma família. É ali que tudo começa: a educação dos filhos, os valores, o futuro de uma comunidade", afirma.
Ao longo dos anos, Carlos já celebrou dezenas de casamentos, entre cerimônias individuais e atendendo famílias de Mato Grosso. Para muitos casais, foi a chance de oficializar uma união que já existia havia anos, mas que esbarrava no custo de uma festa ou na falta de orientação.
O altar como ponto de partida
Para o candidato, o trabalho no altar não termina quando a cerimônia acaba. Como pastor, ele acompanha casais no aconselhamento antes e depois do casamento. Foi nesse contato próximo que, segundo ele, conheceu de perto as dificuldades das famílias de Mato Grosso: desemprego, insegurança, dificuldade de acesso à saúde e o peso dos impostos no orçamento doméstico.
"Quem cuida de famílias percebe rápido que muitas dores não se resolvem só com oração. Dependem de decisões públicas. Foi isso que me trouxe para a política", diz Carlos.
Casado com Michele e pai de oito filhos, ele define a família como o principal pilar da sua formação, ao lado da fé cristã. Ele se apresenta como "amigo e servo", valores que pretende levar ao mandato.
Da farda aos tribunais
O trabalho religioso caminha junto com uma trajetória profissional ligada à segurança pública. Carlos serviu durante oito anos como militar. Depois de deixar a farda, passou a atuar na advocacia, profissão que exerce há 16 anos, defendendo policiais militares, bombeiros, pensionistas e seus familiares em questões de salários, promoções, direitos funcionais e ocorrências ligadas ao exercício da profissão.
"Minha história com a segurança pública não começou agora. Foram oito anos de vida militar e uma trajetória na advocacia dedicada à defesa de policiais, bombeiros e suas famílias. Conheço essa realidade e quero transformar essa experiência em trabalho no Congresso Nacional", afirma.
Na advocacia, ele também atendeu famílias que precisaram recorrer à Justiça para ter acesso a direitos básicos. Entre os casos que marcaram sua carreira estão a obtenção de um medicamento de alto custo e a mobilização que ajudou a viabilizar, em São Paulo, a cirurgia cardíaca de uma criança. Ele também foi professor universitário por cinco anos.
Propostas
Estreante na disputa por uma vaga na Câmara Federal, Carlos defende como prioridades a defesa da vida, da família e da liberdade religiosa, a proteção das mulheres, a segurança pública e a valorização de policiais e bombeiros. Ele também se compromete a fiscalizar o uso do dinheiro público, combater privilégios e trabalhar pela redução de impostos, pela liberdade econômica e por menos burocracia.
"Minha trajetória me preparou para este desafio. Quero fazer política com caráter, honestidade e responsabilidade. Não estou entrando para me vender nem para me corromper. Chega de corrupção e chega da velha política", declara.
E conclui: "Quero representar o cidadão que trabalha, sustenta sua família, paga impostos e espera respeito e responsabilidade do poder público. Com Deus, faremos proezas."
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