EUZIANY TEODORO
DA REDAÇÃO
“7 dias sem você. 7 dias sem escutar a sua voz. 7 dias sem o seu abraço”. É assim que Bruno Humberto descreve a angústia vivida pela família desde o desaparecimento do irmão gêmeo, o professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos. Neste sábado (3), completa uma semana desde que Breno saiu de casa, em Várzea Grande, e nunca mais foi visto pela família.
Em publicação nas redes sociais, Bruno falou sobre as noites sem dormir, a dificuldade até mesmo para se alimentar e a esperança de que o irmão seja encontrado vivo. Ele também fez um apelo por justiça e relembrou os sonhos e a rotina de Breno antes do desaparecimento.
“7 dias pedindo a Deus que, onde quer que você esteja, você esteja vivo ou que, de onde estiver, continue nos dando força”, escreveu.
Gêmeos, Bruno e Breno estão juntos desde o nascimento. Ao falar sobre os 25 anos compartilhados com o irmão, Bruno lembrou que assumia o papel de “irmão mais velho” e protetor.
“Sempre serei o seu irmão, o irmão mais velho, aquele que sempre pegou no seu pé. Hoje eu entendo a necessidade disso, mesmo que você, algumas vezes, não entendesse. Eu te amo demais. São 25 anos juntos e uma saudade que não cabe no peito”, publicou.
Bruno também destacou a dedicação do irmão aos estudos e ao trabalho e repetiu diversas vezes o pedido por justiça.
“Eu luto por JUSTIÇA. Luto por uma pessoa que estudava incansavelmente, que passava a tarde inteira sentado à mesa estudando ou, quando podia, passava o dia inteiro trabalhando. Um homem que amava viver, que tinha sonhos e uma vida inteira pela frente.”
Desde o desaparecimento, Bruno tem usado as redes sociais para pedir ajuda e manter o caso em evidência. Em uma das publicações, prometeu não descansar enquanto não souber o que aconteceu com o irmão.
“Vou lutar por você. Você pediu isso pra mim. Pediu pra eu não descansar até te achar e quem fizesse isso com você. Te prometo, sempre vou ser o irmão mais velho e o que protege”, escreveu.
Em outro apelo, Bruno pediu que jornalistas e veículos de comunicação de outros estados também divulguem o desaparecimento. “Não vamos parar até encontrá-lo e saber onde ele está. Precisamos manter o caso vivo e não permitir que o desaparecimento dele seja esquecido”, afirmou.
O desaparecimento
Breno desapareceu na noite de sábado, 26 de setembro. Conforme as informações registradas inicialmente, ele saiu de casa, passou por uma sorveteria e retornou. Depois, pegou emprestado o capacete da irmã e saiu novamente dizendo que encontraria uma pessoa. A partir daí, a família não conseguiu mais contato.
Imagens de câmeras de segurança obtidas durante as buscas ajudaram a reconstruir parte dos últimos passos do professor. Por volta das 20h20, Breno aparece aguardando e depois subindo na garupa de uma motocicleta.
Outro vídeo, registrado às 20h37, mostra a motocicleta seguindo em direção ao bairro 13 de Setembro. Cerca de 10 segundos depois, um Toyota Corolla preto passa pelo mesmo trajeto. A proximidade levantou a suspeita de que o automóvel pudesse estar acompanhando a moto, hipótese que ainda não foi confirmada pela Polícia Civil.
O proprietário do Corolla foi identificado e levado à Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para prestar depoimento, mas permaneceu em silêncio, conforme apurado pelo MídiaJur.
Com o avanço das investigações, o caso deixou de ser conduzido diretamente pelo Núcleo de Pessoas Desaparecidas (NPD) e passou para o Cartório de Homicídio Consumado da DHPP, sob responsabilidade do delegado Bruno Abreu. O NPD continua auxiliando nas diligências.
A Polícia Civil confirmou ainda que uma pessoa de interesse foi identificada e é tratada, neste momento, como possível suspeito. A eventual participação dessa pessoa no desaparecimento continua sob investigação.
Mesmo após sete dias de buscas, Breno ainda não foi localizado. A família pede que qualquer pessoa que tenha informações sobre seu paradeiro ou que possa ajudar a esclarecer seus últimos passos procure a polícia, através do telefone 190 ou 197.
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