LUCAS RODRIGUES
ESPECIAL PARA O MIDIAJUR
O advogado Felipe de Oliveira oficializou na tarde desta sexta-feira (21), sua decisão de entrar na disputa pelo comando da OAB-MT. No início da semana, seu nome chegou a ser cogitado como provável substituto de Huendel Rolim, no cargo de vice na chapa de Luciana Serafim, porém, tudo não passou de especulação, uma vez que Rolim é um dos principais articuladores da sua candidatura.
Oliveira reconhece que terá muita dificuldade em massificar seu nome na disputa diante do trabalho já desenvolvido por três dos quatro candidatos que estão na disputa: a própria Luciana Serafim, Maurício Aude e Pio da Silva, que vêm trabalhando a bastante tempo em busca de apoio e votos.
Mesmo assim, ele garante que tem condições de disputar a presidência da Ordem em igualdade de condições com qualquer adversário.
Questionado sobre sua base de apoio, Felipe Oliveira desconversa, alegando que quer evitar o assédio dos adversários e diz que um grupo já está trabalhando as proposta que ele vai defender nesse curto período de campanha.
“O objetivo dos candidatos que representam a oposição é um só: mudar a forma como a entidade vem sendo administrada nos últimos anos. O modelo atual está exaurido, não há renovação de propostas, então, temos de demonstrar o nosso descontentamento e lançar nome de pessoas capazes de promover essas mudanças de forma democrática, para que os nossos colegas tenham opções de escolher livremente as propostas que mais lhe agradam”, disse.
Uso da máquina
Felipe de Oliveira, como os demais candidatos, também usa o argumento de que o candidato da situação, Maurício Aude, atual vide-presidente da Ordem, está sendo beneficiado pelo cargo e pelo uso da máquina da entidade.
“Ele viaja por conta da OAB, representa o presidente em atos oficiais onde seria indispensável a a presença do presidente. É muito difícil fazer campanha concorrendo contra a máquina”, diz ele.
Fortalecimento
O candidato defende a unificação da oposição como forma de criar uma força maior na disputa e disse que não vai ficar de “braços cruzados” esperando apoio.
“Vou promover debates e reuniões e trabalhar muito por um consenso na oposição. Porém, se isso não for possível, já que tem candidato que abomina essa idéia, ou só aceita se for mantido como cabeça de chapa, vou buscar para a minha candidatura os advogados descontentes que queiram realmente abraçar uma proposta de mudança administrativa e de conceitos na entidade”, completa.
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