DA REDAÇÃO
A unificação da oposição, com a definição de apenas uma chapa para disputar voto a voto o comando da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso, com o candidato da situação, Maurício Aude é, na opinião do advogado João Celestino Correa da Costa Neto, a grande chance de promover as mudanças estruturais e administrativas que a classe dos advogados almeja e para a quebra do que ele convenciona de “círculo vicioso” de um grupo que há mais de 15 anos mantém o comando da instituição.
João Celestino, que já foi vice-presidente da Ordem, entende como justa a decisão dos dois oposicionistas, José Moreno e Pio da Silva de serem candidatos, porém, destaca que, divididos, não vão chegar a lugar nenhum.
“Reconheço o trabalho dos dois candidatos, porém, entendo que no atual momento, o nome de Moreno consegue agregar mais do que o do Pio. Apesar do tempo que vem trabalhando para de firmar como candidato, o Pio já chegou onde podia e, em nome da advocacia de Mato Grosso, deveria ter a humildade de reconhecer isso e abdicar dessa candidatura para que a oposição pudesse ir para a disputa de forma compacta”, argumenta Celestino.
O jurista lembra o exemplo dado pelo advogado Felipe de Oliveira, que chegou a se lançar candidato, mas, entendeu que não teria tempo suficiente para fazer uma campanha abrangente, de resultados.
“O Felipe não deixou de ser candidato por causa de pressão pelo fato dele ser filho do atual presidente do Tribunal de Justiça. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. No Mato Grosso do Sul, é assim, o presidente da OAB é filho do presidente do TJ e, nem por isso a instituição anda de cócoras para o Judiciário”, explica.
Citou também o caso da candidata Luciana Serafim, que, de acordo com ele “vinha desenvolvendo uma campanha bem ativa e com bons apoiadores e, mesmo assim, entendeu que para que a advocacia mato-grossense saísse vitoriosa em cima de um grupo dominante que politizou como nunca a OAB, seria necessário uma soma de esforços e também abriu mão da candidatura, então, acho que o Pio da Silva deveria analisar com mais critério tudo isso e admitir que ele chegou ao máximo que poderia e, que, esse ‘máximo’ não vai ser suficiente para ele chegar à vitória”, diz Celestino.
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