LAICE SOUZA
DA REDAÇÃO
O advogado José Moreno, candidato à presidência da OAB de Mato Grosso, afirmou na manhã desta quinta-feira (13) que o atual grupo que está no comando da Ordem já está “viciado” e que a categoria precisa de alternância de poder para melhorar a instituição.
“Dificilmente você consegue melhorar. O grupo é viciado, convalidado e cansado, no que diz respeito às ações institucionais”, destacou Moreno, durante o lançamento para imprensa, nesta manhã, do comitê da campanha “OAB é Muito Mais”.
Segundo o advogado, a atual administração está no poder há muitos anos e mesmo com a troca de presidentes não houve a verdadeira mudança esperada pela categoria.
“O DNA é sempre o mesmo. Quem comanda a Ordem não sai de lá. Quando se tem uma engrenagem velha e desgastada as peças não funcionam mais. Os interesses não são mais da classe e se utilizam de práticas e loteamento de cargos para troca de favores (...) Além disso, há influência de política partidária e os problemas da Ordem ficam esquecidos”, afirmou Moreno
Candidatura
Sobre o projeto de unificação entre as chapas da oposição, José Moreno é categórico ao afirmar que continua a acreditar nessa possibilidade. Entretanto, ele destacou que não há possibilidade de modificação da sua candidatura.
Questionado sobre a possibilidade de enfraquecimento da campanha, caso todos os candidatos da oposição continuem na disputa, ele disse que apesar do candidato da situação levar vantagem “os advogados clamam por mudanças urgentes na gestão da Ordem”.
“Não acredito em eleição ganha e a nossa candidatura está crescendo assustadoramente e isso não é surpresa”, destacou Moreno.
Críticas ao uso da máquina
Moreno criticou, novamente, o fato do candidato da situação, Maurício Aude, vice-presidente da OAB, não ter se desincompatibilizado do cargo para a disputa eleitoral.
“A OAB acelerou a entrega de obras na reta final da gestão e isso tudo beneficia o Aude. Você massifica o candidato, isso é uma falta de respeito com o advogado”, ressaltou, afirmando que caso eleito não irá para reeleição.
“Ainda que eu seja o ‘cara’ não vejo isso com bons olhos. Vai ter alternância de poder após a minha administração”, destacou.
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