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Midia Jur

GERAL Terça-feira, 20 de Novembro de 2012, 08:00 - A | A

20 de Novembro de 2012, 08h:00 - A | A

GERAL / ELEIÇÕES NA ORDEM

Moreno afirma que grupo de Aude se faz de vítima

Em entrevista ao MidiaJur, Moreno afirma que vai intensificar ritmo de campanha e rebate acusações de que teria baixado nível da campanha

LAICE SOUZA
DO MIDIAJUR



Na reta final da campanha, faltando menos de uma semana para a eleição do novo presidente e diretores da OAB Seccional Mato Grosso, o candidato José Moreno afirmou que irá intensificar o ritmo de trabalho em Cuiabá e Várzea Grande e ainda encontrará tempo para visitar mais duas cidades do interior e se preparar para os três debates, que acontecem na próxima semana.

Em entrevista ao MidiaJur, o candidato rebateu as críticas que tem recebido do grupo da situação. Ele disse que a sua campanha está pautada na apresentação de proposta e que não fez nenhuma crítica pessoal e sim política aos candidatos que disputam o pleito com ele.

“Eu faço até um desafio e gostaria que as pessoas analisassem todos os comunicados, informativos e 'releases' do início da campanha até agora que vão conseguir perceber facilmente que, ou nós tratamos de propostas, ou, de posicionamento firmes e políticos. As críticas politicas servem para engrandecer o debate. Quero que o adversário demonstre qual foi o momento que fiz críticas pessoais, por que antes de considerá-lo um advogado eu considero um amigo”, destacou.

Moreno ressaltou ainda que a chapa de Aude utilizaria a mídia para se passar por vítima em muitas situações. “Eles se vitimizam e informam via imprensa que estão ocorrendo ataques pessoais, tentando fazer com que a opinião pública se volte contra nós. Essa é a estratégia deles”, frisou.

Questionado sobre as declarações do candidato Pio da Silva sobre a suposta campanha milionária que ele estaria realizando, Moreno é categórico ao dizer que: “se fossemos Golias como ele disse, estaríamos fazendo festa para arrecadar dinheiro? Vamos ter bom senso”.

Veja os principais trechos dessa entrevista.

MidiaJur – Como será o trabalho nessa reta final de campanha?

José Moreno – Estamos intensificando as visitas em Cuiabá e Várzea Grande e algumas cidades polos. Devemos ainda visitar duas cidades nesta última semana. O que ainda coloca um pouco de restrição nisso serão os três debates que se concentraram hoje (terça-feira), amanhã (quarta-feira) e amanhã (quinta-feira). Mas, temos que nos concentrar aqui nas duas maiores cidades do Estado que tem o maior colégio eleitoral.

MidiaJur – O senhor concorda que as declarações do seu principal concorrente, Maurício Aude, que disse que o nível da campanha por parte da sua chapa foi baixo?

José Moreno – Essa é uma declaração muito infeliz. Eu faço até um desafio, gostaria que as pessoas analisassem todos os comunicados, informativos e releases, do início da campanha até agora, que vão perceber que ou nós tratamos de propostas ou de posicionamentos firmes e políticos. As críticas politicas servem para engrandecer o debate. Quero que o adversário mostre qual foi o momento que fiz críticas pessoais, porque antes de considerá-lo um advogado eu considero um amigo. Respeito ele a família dele e jamais fiz crítica pessoal. O que se percebe é que eles adotaram a seguinte estratégica de campanha: eles se vitimizam e informam via imprensa que estão ocorrendo ataques pessoais, tentando fazer com que a opinião pública se volte contra nós. Essa é a estratégia deles. A última polêmica surgiu em um programa de televisão em que foi perguntado sobre uma ação que o candidato da situação teria proposto em favor de um juiz e contra um ato de desagravo da OAB. Eu falei sobre o que eu sabia. Não estou falando no direito constitucional do advogado de trabalhar para quem quer que seja, a questão é ele ter entrado na justiça em desfavor da OAB em um caso de defesa das prerrogativas. Eu pergunto até então qual o ataque pessoal disso que estou relatando para você? Eu só respondi uma pergunta feita por um repórter. Ai eles foram mais uma vez na mídia e me chamaram de mentiroso. Ele também trouxe a tona dizendo que eu tenho um candidato ao conselho federal e que estaria em pé de igualdade com ele, porque nosso candidato também teria defendido um juiz. São posições completamente distintas. É fato que temos um candidato ao Conselho Federal que defendeu um juiz administrativamente junto ao Tribunal de Justiça e que inclusive essa sindicância foi extinta a unanimidade. E diferentemente dele, esse Conselheiro Federal não moveu ação contra a OAB. O problema está em mover uma ação contra a sua instituição.

MidiaJur – Então o senhor acredita que manteve o nível?

José Moreno – Crítica pessoal não houve e nem ofensa pessoal. Agora, diferentemente deles, eu estou sofrendo direto esse tipo de coisa. Teve um presidente de subseção dizendo na mídia que tinha sido mentira que eu tinha passado em uma cidade. O presidente da Caixa de Assistência ao Advogado foi na mídia dizendo que não se faz campanha com mentiras, que eu não conheço a realidade do interior. Sendo que as propostas que trago, sempre foram baseadas nas informações que fomos levantando pelo interior. E onde temos ido, o que levamos é o nosso plano de gestão, porque é isso que importa. Nós queremos fazer algo diferenciado, uma gestão moderna, participativa e atuante.

MidiaJur – Agora, nessa reta final muitas denúncias começaram a surgir, principalmente de uso da máquina, como o senhor vê isso?

José Moreno – Veja bem, no dia da inscrição, a chapa deles estava sendo montada dentro da OAB, utilizando um computador da Ordem. Isso é uso da máquina. Isso é um absurdo. Ainda não tivemos tempo hábil para protocolizar essa representação. Infelizmente queríamos acreditar que a comissão eleitoral irá julgar essas representações, mas no fundo não acredito que isso vai acontecer. Nós conseguimos desfazer a primeira comissão eleitoral dado ao grau de amizade que existia. Mas, as amizades continuam a existir. Para você ver como a luta é desigual, o próprio candidato da situação assina o termo que destitui e nomeia os novos integrantes da comissão eleitoral, isso beira ao absurdo. Então, essa questão do uso da máquina na campanha eleitoral é muito evidente, e não há ataques pessoais nisso. Contra fatos, não há argumentos.

MidiaJur – Essas críticas que surgem do outro grupo político contra a sua campanha estão te afetando?

José Moreno – Isso só me faz ter certeza de que nos estamos no caminho certo, mas eu tenho uma preocupação com relação à forma como eles conduzem, por que eles têm um grande poder de persuasão, sobretudo, nas pessoas que estão ao lado deles. Eles descobriram nas comissões temáticas uma grande forma de encontrar apoio político. Hoje você pega 30 comissões temáticas, multiplica por 30 membros em cada uma e nós temos 900 pessoas vinculadas diretamente ao órgão. E como eles fazem esse jogo midiático, de uma forma que sempre estão tentando se vitimizar, isso me preocupa. E eu gostaria que as pessoas tivessem um senso crítico real, para analisar os acontecimentos sem paixão pelo candidato e por eventuais cargos que ocupam na Ordem, sobretudo nas comissões temáticas. Eles não são vítimas de nada. Os advogados de Mato Grosso que são as vítimas do continuísmo, a Ordem não tem feito absolutamente nada pela melhoria da advocacia. E a OAB não tem feito mais nada. Desafio eles a mostrarem quando é que se tentou fazer uma grande reunião com o Judiciário, para reclamar sobre falta de servidores, sistemas computacionais que não funcionam como deveriam. Nada disso é enfrentado como deveria e porque isso não ocorre? Porque eles não têm independência, eles estão presos pelas relações políticos partidários que possuem. Insisto novamente qual a necessidade de um conselheiro federal que se desvinculou para realização de uma campanha eleitoral retornar ao cargo? O suplente dele não tinha condições de terminar o trabalho? Isso demonstra o apego. Ele só voltou para fazer campanha. Estão desesperados, porque sabem que os advogados estão ávidos por mudança.

Midiajur – José Moreno muito se diz nos bastidores que a sua chapa estaria passando por uma crise interna, inclusive com racha dentro do grupo. Há alguma verdade nisso?

José Moreno – Nosso clima interno é excelente, diferentemente do que se veicula. É esse tipo de situação que eu me reporto. Desse jogo midiático que eles bem sabem fazer. Eles tentam nos desestabilizar. Onde a gente tem ido tem sempre alguma especulação sobre a Luciana Serafim. Ela teve problema de ordem médica, se afastou uns três dias de campanha e já virou uma crise generalizada. Não existe rixa e nada disso, isso não existe. Vamos até ao fim unidos e assim vamos conseguir a vitória.

MidiaJur – O candidato Pio da Silva disse que o senhor faz uma campanha milionária, isso procede?

José Moreno – A campanha milionária que o senhor Izonildes Pio disse, só existe na cabeça dele, coitados de nós. Se fossemos 'Golias' como ele disse, estaríamos fazendo festa para arrecadar dinheiro? Vamos ter bom senso. O que eu sinto na verdade é que esse cidadão, por não conhecer absolutamente nada de política de Ordem, por não ter interesse na coletividade, ao invés de ser crítico, faz declarações infelizes. Quem é ele para falar alguma coisa sobre isso? Nós não temos campanha milionária, temos amigos. Sou capaz de dizer que os gastos dele são muito superiores ao nosso. Ele sim está fazendo todo dia evento em hotel, com reunião e café da manhã. Agora, se formos fazer um comparativo com a situação, a nossa briga é desigual. Desde o início eu falei que ia ser uma briga do "tostão contra o milhão", no sentido figurativo, claro. Mas, é visível a diferença de campanha, porém estamos fazendo tudo com dignidade, com esforço e estamos na vitória.

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