GIOVANA GIRALDELLI
DA REDAÇÃO
Preso nesta quarta-feira (9), o policial penal Nazil Santos Silva, alvo da Operação Insídia cobrava até R$ 10 mil por celular levado clandestinamente para dentro de uma unidade prisional. Conforme a investigação da Polícia Civil, o servidor usava o acesso proporcionado pela função para entregar os aparelhos a integrantes de uma facção criminosa.
Para tentar esconder a origem dos pagamentos, o servidor chegou a usar a conta bancária da companheira para receber os valores. As transferências faziam parte da movimentação financeira identificada pelos investigadores durante a apuração do esquema.
A investigação também aponta a participação de outra servidora: Karoliny Cardoso Viegas, professora contratada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), que trabalhava em salas anexas de uma escola estadual dentro do Centro de Ressocialização de Várzea Grande. Segundo a Polícia Civil, ela se aproveitava do trânsito autorizado dentro do presídio para transportar os materiais, enquanto o policial penal utilizava o acesso decorrente da própria função para permitir a entrada dos aparelhos.
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A apuração começou em junho de 2025, depois que investigadores analisaram materiais apreendidos e encontraram transferências via Pix para a conta da professora. Os pagamentos teriam sido feitos por reeducandos, familiares e visitantes cadastrados na unidade.
As movimentações chamaram a atenção porque eram consideradas incompatíveis com a atividade funcional da investigada. A análise financeira, somada a uma denúncia sobre a entrada clandestina de celulares, ajudou a Polícia Civil a chegar aos dois servidores.
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