EUZIANY TEODORO
DA REDAÇÃO
A quadrilha investigada por causar prejuízo de aproximadamente R$ 800 mil com furtos de equipamentos em propriedades rurais de Vila Bela da Santíssima Trindade pode ter espalhado crimes por pelo menos seis municípios de Mato Grosso. Durante os interrogatórios, alguns dos investigados confessaram participação em outros furtos e citaram ações em diferentes regiões do Estado.
Além de Vila Bela, onde começaram as investigações, foram mencionados furtos em Campo Verde, Sorriso, Diamantino e Lucas do Rio Verde. Em Nobres, o grupo também é relacionado a um furto envolvendo uma usina de placas solares.
As informações fazem parte da investigação da Polícia Civil que resultou na Operação Cronos, deflagrada nesta segunda-feira (16.9). A ação cumpre oito mandados de busca e apreensão e seis de prisão preventiva em Cuiabá, Várzea Grande e Nossa Senhora do Livramento.
A investigação começou após uma sequência de furtos em propriedades rurais de Vila Bela. Os criminosos tinham como alvo equipamentos de alto valor usados principalmente nos sistemas de irrigação das fazendas.
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Entre os materiais levados estavam motores elétricos, aparelhos conhecidos como soft start, inversores de energia e grandes quantidades de cabos de cobre.
Os equipamentos são essenciais para o funcionamento dos sistemas das propriedades. O soft start, por exemplo, é um aparelho utilizado para controlar a partida de motores elétricos, reduzindo o impacto da corrente elétrica no momento em que são ligados. Já os inversores controlam a velocidade e o funcionamento dos motores e também são utilizados em sistemas de geração de energia.
Somente nos casos inicialmente investigados em Vila Bela, o prejuízo às vítimas chegou a aproximadamente R$ 800 mil.
Segundo a Polícia Civil, a forma como os equipamentos eram retirados também chamou a atenção dos investigadores. Os furtos exigiam conhecimento técnico para desmontar equipamentos elétricos de grande porte e cortar cabos ligados aos sistemas das propriedades.
A investigação aponta ainda que os integrantes tinham funções definidas. A atuação começava na escolha das propriedades que seriam alvo dos furtos e seguia pela retirada dos equipamentos, transporte e posterior comercialização dos materiais.
Parte dos objetos furtados foi recuperada durante as investigações. Em uma abordagem, policiais encontraram inversores de energia, aproximadamente 200 quilos de cabos de cobre e um reboque que também havia sido furtado e era utilizado para transportar os materiais.
Com as informações obtidas nos interrogatórios sobre crimes em outras cidades, a Polícia Civil agora investiga a possível ligação dos suspeitos com outros furtos registrados em Mato Grosso.
A Operação Cronos também busca identificar outros possíveis integrantes do grupo, localizar materiais furtados e reunir novas provas. A Justiça autorizou ainda o acesso aos dados telefônicos e telemáticos dos aparelhos eletrônicos apreendidos para auxiliar no avanço das investigações.
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