Sexta-feira, 09 de Outubro de 2026
icon-weather
instagram.png facebook.png twitter.png whatsapp.png
Sexta-feira, 09 de Outubro de 2026
icon-weather
Midia Jur

JUSTIÇA Quarta-feira, 11 de Julho de 2012, 11:45 - A | A

11 de Julho de 2012, 11h:45 - A | A

JUSTIÇA / TRAMITANDO NA CÂMARA

AMB e MP reprovam projeto que pune juiz e promotor

Projeto prevê multa para juize promotor que deixar de conceder benefício a réu

DA REDAÇÃO



Representantes da Magistratura e do Ministério Público criticaram o Projeto de Lei 1.069/2011, que altera a Lei de Execução Penal e o Código Penal, durante Audiência Pública, na tarde desta terça-feira (10), na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.

O projeto garante a liberdade imediata do detento que já cumpriu a pena, assegura a devida concessão da progressão de regime, da detração, da remição e do livramento condicional e prevê pena de reclusão de 3 a 5 anos, além de multa para Juízes e integrantes do Ministério Público que deixarem de conceder esses benefícios.

A AMB foi representada pelo Vice-Presidente de Assuntos Legislativos, Diógenes Vicente Hassan Ribeiro, e pelo Desembargador Herbert Carneiro do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que também é Presidente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) do Ministério da Justiça.

"É preciso rechaçar, em parte, o projeto de Lei 1.069, especialmente no ponto que diz respeito à possibilidade de atribuição de crime de prevaricação para os Juízes que deixam de examinar benefícios da execução penal a serem concedidos aos presos. Nessa parte, falta à proposta legislativa um dos elementos subjetivos necessário à configuração do crime cogitado, ou seja, o interesse do Juiz na prática delitiva, causando prejuízo para o preso. Sob esse aspecto, o Projeto é de todo inconstitucional e ilegal”, apontou o Herbert Carneiro.

“Ele fere de morte aquilo que o Juiz deve ter mais preservado que é a sua independência funcional para garantir exatamente a sua imparcialidade na hora de decidir”, advertiu o Magistrado.

Com relação à inclusão do Artigo 319-B ao Código Penal, o Vice-Presidente da AMB manifestou total discordância. “Entende a AMB e a Magistratura nacional, que a criminalização de conduta omissiva dos Magistrados, inaugurará, no Brasil, o chamado “crime de hermenêutica”, na feliz expressão cunhada por Rui Barbosa”, observou Diógenes Ribeiro.

O artigo tem o seguinte texto: “Deixar o Juiz de execução penal de conceder, de ofício ou requerimento de qualquer pessoa, os benefícios da progressão de regime, da detração, da remição e do livramento condicional, sempre que devidamente preenchidos os requisitos legais. Pena: reclusão, de três a cinco anos, e multa”.

O Vice-Presidente afirmou que a Magistratura brasileira está muito sensibilizada com a situação dos presos, que, atualmente, são tratados, na maioria das casas prisionais abarrotadas, de forma indigna. Por isso, com relação ao PL 1.069/2011, concorda com a Proposição de inclusão do inciso XVII do Artigo 41 da Lei de Execução Penal (referente aos direitos subjetivos do apenado), e concorda em parte com a inclusão dos incisos XI e XII do artigo 66, assim como, também em parte com a inclusão dos benefícios da progressão.

Presente à audiência, o Vice-presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), José Robalinho Cavalcanti, expressou o temor de que a concessão dos benefícios aos presos passe a ser entendida como uma obrigatoriedade. "Essa é a pior das soluções, porque vai acabar dando impunidade para criminosos com muita gravidade ou colocando em convívio com a sociedade pessoas que ainda não estão prontas para isso”, argumentou.

O relator do Projeto, Deputado Delegado Protógenes Queiroz (PCdoB/SP) afirmou que ainda quer ouvir, em data a ser definida, dirigentes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de entidades representativas de familiares de presos antes de finalizar seu relatório sobre o Projeto de Lei 1.069/2011.

As informações são da Assessoria de Imprensa.

Quer receber notícias no seu celular? Participe do nosso grupo do WhatsApp clicando aqui .

Tem alguma denúncia para ser feita? Salve o número e entre em contato com o canal de denúncias do Midiajur pelo WhatsApp: (65) 993414107. A reportagem garante o sigilo da fonte.

 

 

Comente esta notícia

Família do professor Breno faz vaquinha para custear enterro e pede ajuda para despedida
#GERAL
VEJA COMO AJUDAR
Família do professor Breno faz vaquinha para custear enterro e pede ajuda para despedida
Cirurgiões-dentistas de MT participam de novo módulo sobre odontologia inclusiva
#GERAL
EDUCAÇÃO PERMANENTE
Cirurgiões-dentistas de MT participam de novo módulo sobre odontologia inclusiva
Delegado suspeita de crime passional e diz que serralheiro e professor se conheciam há bastante tempo
#GERAL
CASO BRENO
Delegado suspeita de crime passional e diz que serralheiro e professor se conheciam há bastante tempo
Confira o que abre e fecha no feriadão em Cuiabá
#GERAL
NOSSA SENHORA APARECIDA
Confira o que abre e fecha no feriadão em Cuiabá
“Não podemos retroceder”: Coronel Fernanda rebate Cattani e defende Lei do Feminicídio
#GERAL
DEFESA DAS MULHERES
“Não podemos retroceder”: Coronel Fernanda rebate Cattani e defende Lei do Feminicídio
Mulher com fraturas graves após capotamento de caminhonete é salva
#GERAL
PRESA ÀS FERRAGENS
Mulher com fraturas graves após capotamento de caminhonete é salva "por acaso" por bombeiros