MARCOS LEMOS
A GAZETA
A antecipação desnecessária da sucessão no Poder Judiciário que acontece em outubro próximo, com posse marcada para março de 2013, está levando um grupo de desembargadores a defender um nome de consenso que evite disputas públicas que acabem por expor o Judiciário de Mato Grosso que vive dias de tranqüilidade depois que a administração foi assumida em março de 2011 pelo atual presidente Rubens de Oliveira Santos Filho. O nome seria do desembargador Paulo da Cunha.
Cunha é tido como um dos mais respeitados dentre os desembargadores, além de ser egresso do Ministério Público, mesma condição de Guiomar Teodoro Borges e de Marcos Machado. Fora isto, o seu nome apareceria como consenso, pois dificilmente haveria disputa, sendo sua escolha uma necessidade para manter o equilíbrio dentro da instituição que viveu nos últimos meses uma exposição pública desnecessária por causa de aposentadoria por problemas éticos por determinação do Conselho Nacional de Justiça - CNJ, decisão esta revogada liminarmente pelo Supremo Tribunal Federal - STF que ainda aguarda apreciação de mérito.
Desafeito a exposições públicas, Paulo da Cunha resistiria a uma disputa defendendo o consenso pela unidade do Poder Judiciário que toda vez que optou pelo confronto interno expôs difenças que levaram a denúncias entre os próprios pares e a perda de credibilidade da instituição.
Fora isto, a leveza do nome do desembargador daria maior respeitabilidade a instituição Justiça que vive no país, momentos de instabilidade e de crise interna por causa do poder político entre o Supremo Tribunal Federal e o Conselho Nacional de Justiça que acabou assumindo a condição de Tribunal de Exceção por punir indiscriminadamente membros da própria Justiça, mas sem garantir-lhes o direito a ampla defesa com manda a Constituição Federal.
Certo mesmo é que enquanto para outros pretensos candidatos que nos bastidores articulam seus nomes em busca do poder político da administração do segundo maior poder de Mato Grosso, Paulo da Cunha não teria resistência por parte das várias correntes do Judiciário e também não teria contra seu nome nenhuma conduta reprovável, o que fere alguns que tentam indiretamente conquistar o Poder Judiciário.
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