LAICE SOUZA
DA REDAÇÃO
O defensor público-geral de Mato Grosso André Luiz Prieto afirmou que foi arquivado o procedimento que investigava a denúncia de suspeita de licitações dirigidas, dispensa de licitação ilegal, adesão a registro de preços sem critérios e pagamentos por compras e serviços não realizados, que supostamente foram praticados pela sua gestão.
Ele afirmou ao MidiaJur, em contato telefônico, que vai processar judicialmente sites, jornais e emissoras de televisão que publicaram o teor do relatório, que estaria sob sigilo.
"A decisão foi pelo arquivamento completo de tudo o que estava no relatório, que está sob segredo de Justiça. Por isso, vou processar os sites Olhar Direto, MidiaNews, MidiaJur e RDNews, e todos os veículos que citaram o conteúdo do relatório", afirmou.
O relatório veio a público na última segunda-feira (12/3), após ter sido entregue, de forma anônima, ao integrante do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, Antônio Cavalcante (o Ceará). Segundo Prieto, o documento teria sido arquivado pelo órgão competente.
Apesar de garantir que o relatório foi arquivado, Prieto não quis informar o nome do setor responsável pelo arquivamento, assim como se recusou a mostrar algum documento que comprove o arquivamento.
Ele justificou que a divulgação de documentos relacionados a processos administrativos disciplinares, que estão na Corregedoria da Defensoria Pública, poderia ferir o disposto no teor da lei que assegura o sigilo do procedimento.
Questionado sobre o motivo que teria levado ao arquivamento do procedimento, ele apenas disse que "foi por completa falta de indícios".
Ainda segundo Prieto, a conclusão do relatório apontava apenas "alegações genéricas", com base em "pretensões políticas" do corregedor Ademar Monteiro da Silva, que elaborou o documento.
Denúncia
O defensor-geral também acusou aquilo que classificou de "manobra política", que estaria se repetindo o que aconteceu na época da eleição da ex-defensora pública-geral Carol Rotini, em que fatos vieram a público com o objetivo de prejudicar a imagem dela no pleito eleitoral.
“É a mesma estratégia”, assegura Prieto.
Corregedoria
Na manhã desta quinta-feira (15), a equipe do MidiaJur tentou por diversas vezes falar com o subcorregdor Ademar Monteiro da Silva, tanto por celular como pelo telefone do gabinete dele, mas a única resposta obtida de sua assessoria é que ele não se encontrava em sua sala.
O corregedor-geral da Defensoria, Márcio Frederico de Oliveira Dorilêo, também foi procurado para responder se o procedimento foi arquivado ou não, mas não atendeu as três ligações efetuadas para seu telefone celular.
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