DO MIDIANEWS
O candidato a prefeito Mauro Mendes (PSB) entrou com uma queixa-crime contra o ex-secretário de Estado Eder Moraes. Na representação, ele pede à Justiça que condene Eder pelos crimes de injúria, calúnia e difamação, além de pagamento de indenização de R$ 200 mil.
Além disso, Mendes incluiu na ação os sites MidiaNews, 24 Horas News e o jornal Folha do Estado. O candidato quer que reportagens sejam excluídas dos referidos veículos da imprensa. O questionamento de Mendes referente ao MidiaNews foi motivado por uma reportagem de Eder Moraes, em que ele, que apóia o candidato Lúdio Cabral, tece críticas ao empresário (leia AQUI).
O advogado José Antônio Rosa, que atua para Mendes, pede na ação que a Justiça determine a retirada da reportagem do site. Apesar de o MidiaNews ter ouvido o candidato, disponibilizado a ele o espaço que ele entendesse necessário, e publicado a sua resposta em relação à entrevista de Eder (veja AQUI), o advogado acredita que não houve direito de resposta.
O site 24 Horas News foi acionado pela publicação de reportagem intitulada "Mauro Mendes está delirando e com febre alta" (leia AQUI)
Já o jornal Folha do Estado, por causa de uma reportagem em que Eder afirma que Mendes usa de “ataques rasteiros, arrogância e mentiras” para atacar Lúdio Cabral.
"É inegável o intento do representado em injuriar o representante, ofendendo-lhe a dignidade em seu âmago, ferindo o íntimo com as palavras e imputações falsas, inexpressíveis em sua plenitude”, afirma trecho da queixa-crime.
"Autoritário"
O ex-secretário Eder Moraes afirmou que a ação judicial de Mendes é “sintomática”.
“Trata-se de mais um erro de Mauro Mendes, que demonstra, mais uma vez, o quanto é prepotente, arrogante e autoritário. Mas, o erro mais brutal do senhor Mauro, não é tentar calar a mim, mas sim tentar calar a imprensa, que tem um papel fundamental de zelar pelas liberdades individuais e pelo estado democrático de direito em Mato Grosso e em nosso país”, afirmou.
Ele salientou que mantém o que disse nas entrevistas, e que exerceu seu direito de cidadania.
“Apenas fiz valer meu direito, sagrado e democrático, de livre expressão e opinião. Acho que o Mauro ficou incomodado porque admitiu que tudo o que eu falei é a mais pura verdade. Mas, ao invés de debater comigo, ele prefere impor a sua vontade pelo autoritarismo. É preciso reagir a essa tentativa escandalosa dele de querer tolher a liberdade imprensa. Toda a imprensa de Mato Grosso precisa reagir. Do contrário, daqui a pouco, ninguém poderá mais abrir a boca para falar desse cidadão. Para mim, isso beira à tirania”, afirmou.
Advogado preso pela PF
Eder Moraes também criticou - e ironizou - o advogado de Mendes, que assina a queixa-crime.
“Acho que ele está mal assessorado juridicamente e foi induzido a este erro. E isso prejudica muito o seu projeto de poder. Agora, pelo que sei, o advogado José Antônio Rosa deve entender bem de crime, basta lembrar que ele foi preso pela Polícia Federal em 2009, durante a Operação Pacenas, que investigou supostas maracutaias nas licitações do PAC em Cuiabá”, afirmou.
Na ocasião, Rosa era procurador-geral de Cuiabá, na gestão do então prefeito Wilson Santos (PSDB). Ele também ocupou o cargo de presidente da Sanecap (Agência de Saneamento da Capital) no governo tucano.
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