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Midia Jur

LEGISLATIVO Quarta-feira, 31 de Outubro de 2012, 08:25 - A | A

31 de Outubro de 2012, 08h:25 - A | A

LEGISLATIVO / PRÁTICA DE "CAIXA DOIS"

TRE aprova cassação de deputado do PR

Nininho Bortolini deixou de contabilizar gastos na campanha de 2010

LAÍSE LUCATELLI
DO MIDIANEWS



Menos de seis meses após se efetivar na vaga de deputado estadual, Ondanir Bortolini, o “Nininho” (PR), pode ser cassado pela prática de “Caixa Dois” – dinheiro não contabilizado oficialmente – nas eleições de 2010.

A maioria do Pleno do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) já votou pela cassação do deputado, na sessão de terça-feira (30). Porém, o julgamento está suspenso devido a um pedido de vistas.

O relator do processo, juiz Francisco Alexandre Ferreira Mendes Neto, votou pela cassação do deputado, e foi acompanhado por três membros do Pleno: José Luís Blaszak, Samuel Franco Dalia Junior e o desembargador Gerson Ferreira Paes.

O juiz Sebastião de Arruda Almeida pediu vistas do processo, e o juiz Pedro Francisco da Silva ainda não votou. Apesar de a maioria já ter votado pela cassação de Nininho, os membros do TRE ainda podem mudar seus votos e absolver o deputado.

Nininho já vinha exercendo o mandato de deputado desde o começo da legislatura e, como primeiro suplente da coligação, se efetivou na cadeira em maio deste ano, após a indicação de Sérgio Ricardo (ex-PR) para o TCE (Tribunal de Contas do Estado).

“Caixa Dois”

A representação eleitoral foi movida pelo Ministério Público Eleitoral, após a Coordenadoria de Controle Interno do TRE emitir parecer pela cassação do deputado.

De acordo com a denúncia, durante a campanha de 2010, Nininho contraiu várias despesas no município de Alto Araguaia (357 km ao Sul de Cuiabá), que não constam em sua prestação de contas.

A assessoria do TRE informou que as denúncias foram comprovadas na investigação.

Ele teria contratado 30 cabos eleitorais no município, dos quais somente alguns foram contabilizados oficialmente. Não teria contabilizado também as despesas com aluguel de carros de som e imóvel, além da contratação de três coordenadores de campanha.

A defesa alegou que os coordenadores trabalharam de forma voluntária, por isso não constam nas despesas de campanha. “É difícil acreditar que essas pessoas tenham trabalhado oito horas por dia durante a campanha, sem ganhar nada para isso”, ponderou o relator.

O julgamento deve ser retomado na próxima sessão do pleno, na próxima terça-feira (6).

Outro lado

A reportagem tentou contato com o deputado Nininho, mas ele não atendeu às ligações feitas para seu celular, até a edição desta matéria.

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