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DA REDAÇÃO
O ex-líder do PP na Câmara Federal, o deputado mato-grossense Pedro Henry foi condenado, nesta segunda-feira (26), pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 7 anos e 2 meses de prisão.
O parlamentar foi condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, por conta da sua participação no esquema do Mensalão - o escândalo de compra de apoio político pelo Governo Lula (PT).
Em relação ao crime de corrupção passiva, Henry foi condenado a 2 anos e 6 meses de prisão, mais 150 dias-multa, conforme proposta sugerida pela ministra Rosa Weber, que acabou sendo seguida pelos ministros Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Celso de Mello.
O relator, Joaquim Barbosa, que é presidente da Suprema Corte, havia fixado a pena em 3 anos e 6 meses, mas foi acompanhado apenas por Luiz Fux.
Os ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Marco Aurélio não votaram neste item por terem absolvido o réu em voto anterior.
“Os motivos que o conduziram à prática do crime são extremamente graves como ficou demonstrados nos autos. O acusado tinha como objetivo capitalizar os votos do seu partido”, ressaltou Barbosa.
Em relação ao crime de lavagem de dinheiro, o relator ressaltou que foram 15 operações de lavagem e argumentou ainda que os delitos cometidos por Henry provocaram dano ao sistema político.
Considerando, então, a continuidade delitiva, Barbosa propôs pena de 5 anos e 10 meses de prisão, mais 220 dias-multa, e foi acompanhado por Fux e Mello.
No entanto, a ministra Rosa Weber divergiu dele e propôs 4 anos e 8 meses, e acabou sendo seguida por Toffoli e Lúcia.
O resultado final foi de empate e o plenário decidiu que a pena menor deveria ser levada em conta.
Com informações do UOL.
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