Domingo, 11 de Outubro de 2026
icon-weather
instagram.png facebook.png twitter.png whatsapp.png
Domingo, 11 de Outubro de 2026
icon-weather
Midia Jur

POLÍTICA Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012, 15:13 - A | A

12 de Janeiro de 2012, 15h:13 - A | A

POLÍTICA / PÓS-GRADUAÇÃO

Universidade Federal não pode cobrar taxa de mensalidade

Insituição de Goiás recorreu de decisão afirmando não ter recursos para subsidiar curso

DO ÚLTIMA INSTÂNCIA



A 5ª Turma do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1.ª Região) negou provimento a recurso proposto pela UFG (Universidade Federal de Goiás) contra decisão monocrática que deu provimento à apelação de estudante para afastar a cobrança de mensalidade relativa a curso de pós-graduação.

No recurso, a UFG sustenta que “os cursos de especialização não são subvencionados por dotações orçamentárias, dependendo da contribuição financeira dos alunos para que sejam mantidos”.

Para o relator do recurso, desembargador federal Fagundes de Deus, a cobrança de taxa de matrícula e mensalidade relativas a cursos de pós-graduação ministrados por universidade pública é repelida pelo ordenamento jurídico, pois o princípio de ensino nos estabelecimentos oficiais, segundo a Constituição Federal, não discrimina níveis, razão por que é possível a sua aplicação a todas as modalidades de cursos, inclusive os de pós-graduação.

“A Carta da República, ao instituir o princípio da gratuidade de ensino nos estabelecimentos oficiais, não fez ressalva quanto ao nível de ensino que seria abrangido por tal princípio, daí por que parece certo dizer que o ensino superior deve ser gratuito nas universidades públicas”, sustentou o relator.

Ainda de acordo com desembargador, “os cursos de pós-graduação tanto stricto sensu como lato sensu não deveriam ser excluídos do alcance do princípio da gratuidade de ensino. Primeiro, porque, como antes dito, o próprio texto constitucional instituidor do aludido preceito não excepcionou o ensino superior; segundo, porquanto, estando os cursos de especialização compreendidos na educação superior, revela-se injustificada a não-aplicação da mencionada norma”.

Com esses argumentos, o magistrado entendeu que “revela-se indevida a aludida cobrança, dado que fora ela instituída por meio de resolução da instituição de ensino, norma terciária, portanto, sendo certo que o princípio da autonomia universitária não exime a Administração da observância do preceito maior a que está vinculada, qual seja, o da legalidade”.

Quer receber notícias no seu celular? Participe do nosso grupo do WhatsApp clicando aqui .

Tem alguma denúncia para ser feita? Salve o número e entre em contato com o canal de denúncias do Midiajur pelo WhatsApp: (65) 993414107. A reportagem garante o sigilo da fonte.


Comente esta notícia

Jovem de 21 anos morre depois de bater moto contra árvore e placa na avenida Miguel Sutil
#GERAL
TRAGÉDIA EM CUIABÁ
Jovem de 21 anos morre depois de bater moto contra árvore e placa na avenida Miguel Sutil
Antes de morrer afogado, menino de 12 anos fugiu de abrigo em Cuiabá
#GERAL
TRAGÉDIA NO RIO CUIABÁ
Antes de morrer afogado, menino de 12 anos fugiu de abrigo em Cuiabá
#GERAL
TRISTEZA
"Tiraram meu direito de me despedir", diz irmão gêmeo de Breno após enterro em VG
Homem tenta se esconder atrás de caminhão, mas é perseguido e morto a tiros 
#GERAL
EM CÁCERES
Homem tenta se esconder atrás de caminhão, mas é perseguido e morto a tiros 
Dupla de advogados é suspeita de transmitir ordens de facção
#GERAL
DE DENTRO DA CADEIA
Dupla de advogados é suspeita de transmitir ordens de facção
Homem flagra ex-namorada em encontro e esfaqueia acompanhante em bar de MT
#GERAL
FOI HOSPITALIZADO
Homem flagra ex-namorada em encontro e esfaqueia acompanhante em bar de MT