DA REDAÇÃO
A advogada Sarah Quinetti, que atua na defesa do coronel Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, acusou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva de machismo durante o Tribunal do Júri dos acusados pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri, nesta quarta-feira (30), em Cuiabá.
A declaração ocorreu antes de a advogada iniciar as perguntas a Caçadini. Sarah reclamou de interrupções durante sua atuação no julgamento e afirmou que estaria sendo prejudicada por ser mulher. “Os brasileiros estão vendo o tanto que ele é machista, né? Eu não gostaria que essas três mulheres estivessem aqui no meu lugar”, declarou.
“Eu saí de Belo Horizonte para trabalhar, estou nesse processo há três anos e sou massacrada nesse processo. Infelizmente, ou felizmente, porque eu sou uma mulher. Porque eu estou aqui pelo sustento da minha família e pela vida de um inocente que está sentado aqui”, afirmou.
A advogada ainda disse que as intervenções lhe davam mais disposição para atuar na defesa do coronel. “O senhor não está me atrapalhando, não, tá? Me dá mais força e mais ânimo para defender o coronel Etevaldo Caçadini”, declarou, antes de iniciar as perguntas ao réu.
O júri continua e a expectativa é que a decisão saia ainda hoje.
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