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VARIEDADES Terça-feira, 09 de Outubro de 2012, 10:21 - A | A

09 de Outubro de 2012, 10h:21 - A | A

VARIEDADES / RIOS ARAGUAIA E GARÇAS

MPE ingressa com ação para impedir lançamento de esgoto

Ação pede que seja fixado prazo para empresa inciar obra para implantação da rede coletora de esgoto

DA REDAÇÃO



Cerca de 73 canos e 80 manilhas despejam esgotos diariamente nos Rios Garças e Araguaia, no município de Barra do Garças. A irregularidade deve-se à falta de rede coletora de esgoto em várias avenidas da cidade. Para garantir a adoção das medidas necessárias para cessar a continuidade da poluição, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da 3ª Promotoria de Justiça Cível de Barra do Garças, ingressou nesta sexta-feira (5/10) com ação civil pública contra a Empresa Mato-grossense de Água e Esgoto (Emasa).

Na ação, o MPE requer ao Judiciário que estabeleça o prazo máximo de 48 horas para que a empresa inicie as obras para implantação da rede coletora de esgoto em todos os trechos das avenidas Ana Lira, Salomé, antiga Antônio Joaquim, Cel Antônio Cristino Cortes e Marechal Rondon e nas ruas Araés e Santos Dumont. No mesmo prazo, também deverão ser iniciadas obras nas avenidas e ruas dos bairros em que passam o córrego São Sebastião.

“No processo de concessão, a obrigação assumida pela Empresa Concessionária não era apenas continuar coletando e tratando o esgoto nos mesmos locais antes ofertado, e sim estender a oferta da coleta e tratamento do esgoto, diminuindo-se com a rapidez de uma empresa preocupada em cumprir suas obrigações, os danos ambientais com suas atitudes comissivas (coletando e tratando do esgoto)”, ressaltou o promotor de Justiça Wesley Sanchez Lacerda, em um trecho da ação.

Além da construção de redes coletoras de esgoto, na ação o MPE também requereu a condenação da empresa ao pagamento de indenização pelos danos causados aos recursos hídricos já poluídos e pelos danos morais difusos. Requer, ainda, a extinção do contrato firmado com o município, caso fique comprovado que a empresa não está cumprido com as obrigações assumidas no edital de licitação.

O promotor de Justiça explicou que, antes de ingressar com a ação civil pública, foram realizadas tentativas no âmbito extrajudicial para assegurar a descontinuidade da poluição ambiental do rios Araguaia e Garças. “Como a empresa demonstrou que não tem o interesse em assumir a responsabilidade de forma pacífica, ao menos para fazer cessar a poluição ambiental, o que seria feito com um simples serviço de implantar a canalização coletora de esgoto, teve que ser responsabilizada judicialmente”, disse o promotor.

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